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Acre tem 12,4 mil pessoas na fila do Bolsa Família; demanda reprimida no país já supera 3,1 milhões

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O Acre aparece entre os estados com menor fila do Bolsa Família no país, mas ainda soma 12.454 pessoas à espera do benefício federal em 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O estudo aponta que 6.934 famílias acreanas cumprem os critérios do programa, mas seguem fora da folha de pagamento. Em todo o Brasil, a demanda reprimida já alcança 3,19 milhões de pessoas, distribuídas em 1,99 milhão de famílias.

Os dados revelam que, apesar de o Acre registrar números inferiores aos de estados mais populosos, o impacto social é considerado significativo, sobretudo em municípios isolados e de difícil acesso. Apenas Roraima, com 10,4 mil pessoas, e Rondônia, com 11,2 mil, possuem contingentes menores na Região Norte.

De acordo com a CNM, o Bolsa Família atende atualmente cerca de 18,9 milhões de famílias no país, com benefício médio mensal de R$ 690,01. Ainda assim, quase 2 milhões de famílias cadastradas e consideradas aptas seguem aguardando inclusão no programa.

O estudo mostra que o pico da fila ocorreu em 2023, quando 2,78 milhões de famílias estavam represadas. Desde então, houve redução de aproximadamente 28,5%, mas o número ainda é considerado alarmante pela entidade municipalista.

A CNM alerta que o orçamento federal previsto para o Bolsa Família em 2026, estimado em R$ 157,5 bilhões, não é suficiente para absorver toda a demanda existente. Segundo os cálculos da entidade, seriam necessários mais R$ 16,48 bilhões para zerar a fila nacional, elevando o orçamento total do programa para cerca de R$ 174 bilhões.

“O cenário atual institucionaliza uma fila permanente de famílias pobres e extremamente pobres sem acesso à proteção social”, destaca o estudo.

O levantamento também chama atenção para a pressão crescente sobre os municípios, responsáveis pela gestão do Cadastro Único. Segundo a CNM, os repasses federais para custear a atualização cadastral e ações de busca ativa estão defasados.

O Índice de Gestão Descentralizada do Bolsa Família (IGD-PBF), por exemplo, caiu de R$ 4 para R$ 3,25 em 2024, tendo sido reajustado para R$ 3,35 neste ano. Pela inflação acumulada, porém, o valor deveria estar em pelo menos R$ 7,33, conforme estimativa da entidade.

No país, os maiores contingentes de demanda reprimida estão concentrados em São Paulo, com 612 mil pessoas na fila; Rio de Janeiro, com 571 mil; Bahia, com 189 mil; e Minas Gerais, com 188 mil. Juntos, esses estados concentram quase metade da fila nacional do programa.

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