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Há 124 anos o coronel Plácido de Castro rendia a intendência boliviana em Xapuri e iniciava a guerra para fazer o Acre ser Brasil

O dia 6 de agosto é uma data mais que especial para o povo acreano. Exatamente neste dia, há 124 anos, iniciava a Revolução Acreana, liderada pelo gaúcho José Plácido de Castro, que mudou o destino do território e abriu caminho para sua incorporação definitiva ao Brasil.
Naquele 6 de agosto, Plácido de Castro e cerca de 30 homens iniciaram a ofensiva contra as forças bolivianas ao tomar o povoado de Xapuri. O grupo era pequeno, mas a estratégia militar e o apoio dos seringueiros permitiram que a revolução avançasse rapidamente pelo território.
O conflito durou cerca de seis meses e culminou, em 24 de janeiro de 1903, com a rendição das tropas bolivianas em Puerto Alonso, atual Porto Acre. Poucos meses depois, em 17 de novembro de 1903, Brasil e Bolívia assinaram o Tratado de Petrópolis, pelo qual o Acre passou oficialmente ao território brasileiro.
A Revolução Acreana foi motivada por uma contradição geopolítica. Embora o território pertencesse à Bolívia pelo Tratado de Ayacucho, de 1867, a região era ocupada majoritariamente por brasileiros atraídos pelo ciclo da borracha. O crescimento econômico da atividade seringueira intensificou os conflitos entre os interesses bolivianos e os moradores da região.
A vitória do movimento consolidou a presença brasileira na Amazônia Ocidental e transformou o Acre em Território Federal, condição mantida até 1962, quando o estado foi oficialmente elevado à categoria de unidade da Federação.
Mais de um século depois, o legado da Revolução Acreana permanece presente em símbolos, monumentos e instituições públicas. Plácido de Castro tornou-se o principal herói da história do estado, enquanto o episódio passou a representar a construção da identidade política e cultural acreana.
Por sua importância histórica, o dia 6 de agosto é feriado estadual. A data vai além da celebração de uma vitória militar: representa o momento em que o Acre iniciou a trajetória que resultaria em sua integração definitiva ao Brasil e na formação de uma identidade própria, construída pela participação de milhares de seringueiros, trabalhadores e lideranças que mudaram os rumos da região amazônica.










