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Quatro municípios do Acre estão entre os 20 do Norte com maior proporção de moradores em malocas indígenas

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O Acre possui quatro municípios entre os 20 da Região Norte com maior proporção de moradores em malocas indígenas, segundo dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em levantamento da plataforma Amazônia Urbana. Santa Rosa do Purus lidera o ranking regional, com 29,28% de seus moradores vivendo nesse tipo de habitação tradicional.
Além de Santa Rosa do Purus, aparecem na lista Jordão, na 11ª posição, com 4,12%; Manoel Urbano, na 12ª, com 3,54%; e Feijó, na 18ª colocação, com 1,25%.
A liderança de Santa Rosa do Purus coloca o município acreano à frente de Alto Alegre, em Roraima, que registra 28,36%, e Barcelos, no Amazonas, com 22,29%. A diferença entre Santa Rosa do Purus e o segundo colocado é de 0,92 ponto percentual.
Em termos proporcionais, aproximadamente três em cada dez moradores de Santa Rosa do Purus residem em malocas. O percentual é 7,1 vezes superior ao registrado em Jordão, segundo município acreano mais bem colocado na classificação.
A distância entre Santa Rosa do Purus e Feijó é ainda maior. Enquanto o primeiro apresenta 29,28%, o segundo registra 1,25%, diferença de 28,03 pontos percentuais. Proporcionalmente, a presença desse tipo de moradia entre os habitantes de Santa Rosa do Purus é 23,4 vezes maior.
O ranking reúne municípios de seis estados da Região Norte. Roraima possui seis representantes, seguido pelo Amazonas, com cinco, e pelo Acre, com quatro. Amapá aparece com dois municípios, enquanto Pará tem um representante. O levantamento apresentado não inclui municípios de Rondônia e Tocantins entre os 20 primeiros.
Entre os dez municípios com maiores percentuais, Santa Rosa do Purus é o único representante acreano. Os demais municípios do estado aparecem na segunda metade da classificação.
As malocas são construções tradicionais associadas à organização social e cultural de diferentes povos indígenas da Amazônia. Em diversas comunidades, essas estruturas preservam técnicas construtivas, conhecimentos transmitidos entre gerações e formas próprias de ocupação do território.
Os percentuais apresentados pelo levantamento correspondem à proporção de moradores residentes nesse tipo de domicílio, e não à participação da população indígena no total de habitantes de cada município. Portanto, não representam a totalidade dos indígenas que vivem nessas localidades, uma vez que muitos residem em casas de outros padrões construtivos.
Os dados têm como referência o Censo de 2022 e foram organizados pela plataforma Amazônia Urbana, com base nas informações do IBGE sobre características dos domicílios e condições de moradia.
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022, levantamento Amazônia Urbana.

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