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POLÍTICA

Quem é Mailza Assis, a ex-senadora que conquistou o Acre

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MAILZA OU ALAN?

Aos 49 anos, Mailza Assis chega à eleição de 2026 ocupando o cargo mais importante de sua trajetória política. Governadora do Acre desde abril, ela tenta agora conquistar nas urnas o mandato que recebeu pela linha sucessória. Antes disso, também havia chegado ao Senado como suplente. Sua carreira reúne passagens pela administração municipal, oito anos vinculada a uma cadeira no Senado, quatro deles como titular, e a eleição para vice-governadora em 2022.

Mailza Assis da Silva nasceu em 10 de dezembro de 1976, em Mundo Novo, Mato Grosso do Sul. Sua trajetória, porém, foi construída politicamente no Acre, inicialmente em Senador Guiomard.

Foi na administração municipal que começou a ocupar cargos públicos. A partir de 2009, passou pela Secretaria Municipal de Administração e depois pelas áreas de Assistência Social e Cidadania de Senador Guiomard. A experiência na área social acabaria se tornando uma característica recorrente de sua atuação política.

A mudança de escala ocorreu em 2014. Mailza integrou, como primeira suplente, a chapa de Gladson Cameli para o Senado. Cameli venceu aquela eleição e permaneceu senador até deixar o mandato para assumir o governo do Acre, em janeiro de 2019.

A saída de Gladson abriu para Mailza as portas do Congresso Nacional.

Ela assumiu definitivamente o mandato e permaneceu no Senado até janeiro de 2023. Tornou-se a quarta mulher a representar o Acre na Casa, depois de Íris Célia Cabanellas, Laélia Alcântara e Marina Silva.

No Senado, Mailza integrou comissões e frentes parlamentares e chegou à liderança do Progressistas e do Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil. Entre suas propostas estiveram mudanças na legislação eleitoral para combater fraudes na cota de candidaturas femininas, além de projetos relacionados às mulheres, educação, assistência social e regularização fundiária.

A experiência parlamentar também permitiu construir uma rede política nos municípios. Segundo informações oficiais divulgadas pelo governo acreano, durante a passagem pelo Senado foram destinados mais de R$ 570 milhões em emendas aos 22 municípios do estado. O valor inclui recursos direcionados a áreas como saúde, infraestrutura, assistência social e desenvolvimento.

Em 2022, Mailza mudou novamente de posição no tabuleiro político. Deixou o Senado para integrar, como candidata a vice-governadora, a chapa de reeleição de Gladson Cameli.

A composição venceu no primeiro turno. Gladson recebeu 235.705 votos, equivalentes a 56,64% dos votos válidos, resultado que levou Mailza à Vice-Governadoria a partir de janeiro de 2023.
Durante o segundo mandato, além da Vice-Governadoria, Mailza assumiu em junho de 2024 a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. A função recolocou no centro de sua atividade administrativa a área em que havia iniciado a carreira pública, em Senador Guiomard.

O passo seguinte estava previsto pelo calendário eleitoral.

Gladson Cameli decidiu deixar o governo para disputar uma cadeira no Senado em 2026. A renúncia foi formalizada com efeito a partir de 2 de abril, dentro do prazo de desincompatibilização exigido para quem ocupa o Executivo e pretende concorrer a outro cargo. Mailza, como vice, assumiu definitivamente o Palácio Rio Branco. Tornou-se, assim, a segunda mulher a governar o Acre. A primeira havia sido Iolanda Fleming, que assumiu o governo em 1986 após a saída de Nabor Júnior para disputar o Senado.

A posse também produziu uma característica incomum em sua biografia eleitoral. Antes da eleição de 2026, Mailza já havia sido senadora e vice-governadora e chegara ao posto de governadora, mas sua passagem pelo Senado começou na condição de suplente e sua chegada ao governo ocorreu como sucessora do titular.

Em 2014, estava na suplência de Gladson para o Senado. Em 2022, estava na vice de Gladson para o governo. Em 2026, pela primeira vez, ocupa o centro de uma chapa majoritária estadual como candidata ao cargo de governadora.

A relação política com Gladson atravessa, portanto, mais de uma década. Os dois estiveram na mesma chapa para o Senado em 2014, novamente na chapa para o governo em 2022 e chegaram juntos à transição de 2026, quando ele deixou o Executivo e Mailza assumiu o governo.

A candidata está filiada ao Progressistas, partido no qual também exerceu funções de comando. O Tribunal Superior Eleitoral registra sua candidatura ao governo do Acre em 2026 pelo número 11 e informa que o pedido de registro foi deferido.
A eleição deste domingo fecha, portanto, um ciclo iniciado 12 anos atrás. A primeira suplente de senador de 2014 tornou-se senadora em 2019, vice-governadora em 2023, governadora em 2026 e chega agora às urnas tentando obter um mandato próprio para permanecer no Palácio Rio Branco.

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