POLÍTICA
Quem é Alan Rick, o jornalista que passou da televisão à Câmara, ao Senado e agora disputa o governo

Aos 49 anos, Alan Rick chega à disputa pelo governo do Acre depois de vencer três eleições consecutivas para o Congresso Nacional. Jornalista, apresentador de televisão, administrador de empresas e pastor evangélico, ele passou oito anos na Câmara dos Deputados antes de conquistar uma cadeira no Senado com 154.312 votos em 2022. Quatro anos depois, deixa a metade inicial do mandato de senador para tentar chegar ao Palácio Rio Branco.
Alan Rick Miranda nasceu em Rio Branco em 23 de outubro de 1976. Diferentemente de boa parte dos políticos que constroem a carreira inicialmente em prefeituras, secretarias ou mandatos municipais, sua projeção pública ocorreu primeiro pela comunicação.
Começou a trabalhar ainda adolescente e seguiu carreira na área de Comunicação Social. Tornou-se apresentador de televisão e, antes de chegar ao Congresso, já era um rosto conhecido do público acreano.
A formação reúne comunicação e administração. Segundo a biografia publicada pelo Senado, Alan é administrador de empresas com habilitação em comércio exterior e possui pós-graduação em jornalismo político. Também é pastor evangélico, característica que passou a integrar sua identidade política no Congresso. A estreia eleitoral nacional ocorreu em 2014.
Alan conquistou naquele ano uma cadeira de deputado federal pelo Acre. Tomou posse em fevereiro de 2015 e, quatro anos depois, conseguiu renovar o mandato. Na eleição de 2018, foi novamente escolhido para representar o estado na Câmara dos Deputados.
Foram, portanto, dois mandatos consecutivos e oito anos vinculados à Câmara.
Nesse período, passou por diferentes partidos e participou de comissões ligadas, entre outras áreas, à saúde, integração nacional, desenvolvimento regional e direitos da mulher. Em 2019, também aparecia entre os integrantes da Frente Parlamentar Evangélica.
Sua trajetória partidária atravessou diferentes legendas. Alan foi filiado ao PSB entre 2007 e 2013, passou pelo PRB, depois pelo DEM e chegou ao União Brasil em 2022. Posteriormente, ingressou no Republicanos, partido pelo qual disputa o governo do Acre em 2026.
A grande mudança de patamar ocorreu justamente em 2022.
Depois de duas eleições bem-sucedidas para deputado federal, Alan abriu mão da tentativa de permanecer na Câmara e entrou na corrida pelo Senado. Havia uma única cadeira em disputa pelo Acre.
Venceu.
Com 100% das urnas apuradas, recebeu 154.312 votos, correspondentes a 37,46% dos votos válidos. O resultado garantiu um mandato de oito anos, iniciado em fevereiro de 2023 e previsto originalmente para terminar em janeiro de 2031.
A vitória consolidou uma sequência de três eleições para o Congresso: deputado federal em 2014, deputado federal novamente em 2018 e senador em 2022.
No Senado, Alan passou a representar o Acre ao lado dos demais integrantes da bancada estadual e, já filiado ao Republicanos, tornou-se líder do Bloco Parlamentar Aliança. O cadastro oficial do Senado mantém seu mandato no período 2023-2031.
A eleição de 2026 muda novamente o rumo dessa trajetória.
Em vez de buscar permanecer exclusivamente no Senado até 2031, Alan lançou candidatura ao governo do Acre. É a primeira vez que disputa o comando do Executivo estadual.
A candidatura representa também uma mudança de natureza em sua carreira. Nas três vitórias anteriores, o eleitor escolheu Alan para funções legislativas. Agora, a disputa é pelo comando direto da máquina estadual, com orçamento, secretarias, servidores, obras e políticas públicas sob responsabilidade do governador.
O Tribunal Superior Eleitoral registra Alan Rick Miranda como candidato ao governo pelo Republicanos, número 10, com pedido de candidatura deferido.
A trajetória até aqui forma uma sequência quase linear de crescimento eleitoral: da televisão para a Câmara dos Deputados, da Câmara para o Senado e, agora, do Senado para uma tentativa de chegar ao Palácio Rio Branco.
Há também uma coincidência geracional na principal disputa deste domingo. Alan nasceu em outubro de 1976. Mailza, em dezembro do mesmo ano. Os dois têm 49 anos e chegam à eleição por caminhos diferentes: ela depois de assumir o Senado como suplente, ser eleita vice e suceder o governador; ele depois de três vitórias consecutivas para cargos no Congresso.
Para Alan, a votação deste domingo colocou à prova uma trajetória eleitoral até agora sem derrota desde sua chegada à Câmara. Depois de 12 anos construindo espaço em Brasília, a pergunta que passa pelas urnas é se essa carreira nacional será transferida para o comando do Executivo acreano.












