POLÍCIA
Suspeito de feminicídio em Rio Branco é preso na Argentina após investigação da Polícia Civil

O argentino Daniel Néstor Guzmán, de 40 anos, investigado pelo feminicídio de Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi preso no dia 9 de outubro, no terminal rodoviário de Presidencia Roque Sáenz Peña, na província de Chaco, na Argentina. A captura foi resultado de uma investigação da Polícia Civil do Acre (PCAC), com apoio da Polícia Federal (PF) e cooperação das autoridades argentinas.
A prisão foi divulgada oficialmente pela Polícia Federal nesta segunda-feira (19). O suspeito permanece à disposição da Justiça argentina, enquanto são realizados os procedimentos necessários para a extradição ao Brasil.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Acre permitiram identificar Guzmán e reunir elementos para fundamentar o pedido de prisão preventiva, autorizado pela Justiça. Como o investigado deixou o território brasileiro, foram acionados mecanismos de cooperação internacional. Ele também era alvo de uma notificação vermelha da Interpol, expedida em 24 de setembro, que contribuiu para sua localização.
Maria Ramona foi encontrada morta no dia 2 de setembro de 2026, no banheiro de um apartamento no bairro Conquista, em Rio Branco. A jovem apresentava um ferimento profundo no pescoço. Os levantamentos policiais indicaram que o crime teria ocorrido dias antes de o corpo ser encontrado.
**Condenado por outro feminicídio**
Daniel Néstor Guzmán já havia sido condenado pelo assassinato de outra companheira, Betzabeth Miguelina Adam Daza, de 23 anos, que estava grávida de seis meses. O crime ocorreu em julho de 2018, em Boa Vista, Roraima. Em 2022, ele foi condenado a 24 anos de prisão pelo Tribunal do Júri daquele estado.
O investigado cumpria pena em regime semiaberto, com monitoramento eletrônico, quando passou a ser investigado pela morte de Maria Ramona. A nova apuração levou à solicitação da prisão preventiva e, após a saída dele do Brasil, à mobilização das forças de segurança para localizá-lo no exterior.
**Cooperação internacional**
A Polícia Federal atuou na articulação com as autoridades estrangeiras por meio do Centro de Cooperação Policial Internacional do Rio de Janeiro (CCPI-RJ) e do Núcleo de Cooperação Internacional do Acre (NCI/AC), em conjunto com a Interpol e as forças de segurança argentinas. A captura foi realizada pela Polícia da Província de Chaco.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, destacou a importância da integração entre as instituições para a localização e prisão do investigado.
Segundo ele, a Polícia Civil foi responsável pela investigação, pela identificação do suspeito e pela representação judicial que resultou na ordem de prisão preventiva. A Polícia Federal, por sua vez, teve participação fundamental na cooperação internacional e na articulação com as autoridades argentinas.
A Polícia Civil do Acre informou que continuará acompanhando os desdobramentos do caso para que o investigado seja extraditado e responda perante a Justiça brasileira pela morte de Maria Ramona.









