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Acre cresce 375% em 30 anos e acompanha avanço do Centro-Norte, afirma pesquisa

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A economia brasileira registrou crescimento real de 222% entre 1995 e 2025, mas o avanço ocorreu de forma desigual entre os estados. É o que aponta o estudo “Uma Análise Histórica Regional do Crescimento Econômico Real nos Estados Brasileiros (1995–2025)”, divulgado pela plataforma Brasil em Mapas.
De acordo com o levantamento, o Acre acumulou expansão de 375% no período, desempenho significativamente acima da mediana nacional de 190% entre as unidades federativas. O resultado coloca o estado dentro do grupo que acompanha a mudança do eixo de dinamismo econômico do país, cada vez mais deslocado do Sudeste tradicional para o Centro-Oeste e parte do Norte.

O ranking de crescimento é liderado por Mato Grosso, com 661%, seguido por Tocantins (594%) e Mato Grosso do Sul (486%), estados fortemente impulsionados pela expansão do agronegócio e da fronteira agrícola nas últimas décadas.
Em contraste, economias historicamente mais consolidadas registraram ritmo menor de expansão. São Paulo cresceu 150%, Rio de Janeiro 191%, e Rio Grande do Sul 151%, enquanto o Distrito Federal teve 127%, o menor resultado do país, influenciado pela forte dependência do setor público e pela menor diversificação produtiva.
No caso do Acre, o crescimento de 375% indica que o Estado acompanhou parcialmente o movimento de expansão econômica do Centro-Norte brasileiro, embora partindo de uma base econômica menor. O avanço está associado sobretudo ao aumento do setor de serviços, expansão da administração pública, crescimento do comércio e maior integração logística com outras regiões da Amazônia e do Centro-Oeste.
Regionalmente, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento médio do país, com 408%, puxado pelo agronegócio de estados como Mato Grosso e Goiás. Já o Sudeste registrou a menor média regional, de 184%, reflexo do ritmo mais moderado de economias maduras e altamente industrializadas.
O estudo também destaca a emergência de novos polos produtivos fora do eixo tradicional da economia brasileira. Enquanto o agronegócio impulsionou estados do Centro-Oeste e parte do Norte, regiões como o Amazonas mantiveram crescimento apoiado no Polo Industrial de Manaus, e o Pará avançou com a indústria mineral.
Em 2025, o Produto Interno Bruto brasileiro alcançou cerca de R$ 12,7 trilhões. O agronegócio liderou o avanço anual, com crescimento de 11,7% e participação de 6,1% no PIB, enquanto o setor de serviços — responsável por cerca de 70% da economia — avançou 1,8%, e a indústria cresceu 1,4%, impulsionada principalmente pelas atividades extrativas.
Para os pesquisadores, os dados mostram que o Brasil passa por uma reconfiguração geográfica do crescimento econômico, com novas fronteiras produtivas ganhando espaço. No entanto, o estudo ressalta que crescimento econômico não significa necessariamente desenvolvimento equilibrado, indicando a necessidade de políticas públicas capazes de reduzir desigualdades regionais e transformar expansão econômica em melhoria efetiva das condições de vida da população.

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