POLÍCIA
Com mais de 1,7 tonelada de drogas apreendida; Gefron asfixia finanças do tráfico no Acre

As ações estratégicas de combate à criminalidade na faixa de fronteira do Acre fecharam o primeiro semestre deste ano com um balanço expressivo. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron) sufocou financeiramente as organizações criminosas, gerando um prejuízo estimado em R$ 19,9 milhões ao tráfico e ao contrabando.
O principal motor desse impacto financeiro foi a forte investida contra o narcotráfico. Entre janeiro e junho, os operadores de fronteira apreenderam 1.730 quilos de entorpecentes, consolidando a região de divisas com a Bolívia e o Peru como uma das áreas de maior vigilância do país.
Operações e prisões em números Para alcançar esses resultados, o Gefron deflagrou 172 operações ao longo dos primeiros seis meses do ano, que culminaram em 71 ocorrências policiais de grande relevância. Desse total, o foco se dividiu principalmente entre o combate direto ao tráfico internacional de drogas (19 casos) e o enfrentamento ao crime de descaminho (17 ocorrências).
A ofensiva resultou ainda no cumprimento de 20 mandados de prisão expedidos pela Justiça e na condução de 71 suspeitos às delegacias para a formalização dos botes policiais.
Apreensões e recuperação de bens Além do cerco às drogas, o balanço semestral do grupo de elite detalha a retirada de circulação de diversos materiais ilícitos e a recuperação de patrimônio roubado:
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Contrabando: 14.366 maços de cigarros ilegais foram interceptados;
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Veículos: 27 carros e motos com restrição de furto ou roubo foram recuperados e devolvidos aos proprietários;
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Poder de fogo: 8 armas de fogo e 19 munições foram apreendidas antes de abastecerem a criminalidade urbana;
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Dinheiro em espécie: Mais de R$ 18 mil oriundos de atividades criminosas foram confiscados.
Desafio geográfico A Sejusp reforça que a atuação do Gefron é vital devido à complexidade geográfica do Acre, que compartilha mais de 2.100 quilômetros de fronteira seca e fluvial com os maiores produtores de cocaína do mundo (Bolívia e Peru). Essa posição torna o estado uma rota cobiçada por facções internacionais.
Segundo a secretaria, o investimento contínuo e o patrulhamento ostensivo na região não apenas asfixiam o poder econômico do crime organizado, mas blindam as cidades acreanas, garantindo mais segurança e tranquilidade para a população local.












