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“Queremos uma vitrine tecnológica permanente”, justifica secretária de Agricultura, Temilys Silva, a compra de um terreno novo para a Expoacre

Após anos de despesas com aluguel e perdas estruturais, o governo do Acre decidiu investir cerca de R$ 22 milhões na aquisição de um terreno próprio para sediar a Expoacre e centralizar a estrutura da Secretaria de Agricultura (Seagri). A medida ocorre depois de mais de seis anos de tentativas frustradas de obter a área atual junto à União e de gastos recorrentes que chegavam a quase R$ 200 mil por edição do evento.
O Governo do Acre oficializou, nesta segunda-feira (30) a desapropriação amigável de uma área de 75,5683 hectares localizada na Rodovia BR-364, Km 08, no bairro Cidade do Povo, em Rio Branco, visando a este fim.
Em entrevista exclusiva ao AcreNews a secretária de Agricultura, Temmilys Silva, explicou que a decisão foi tomada diante da inviabilidade de manter a feira em um espaço alugado e sem garantia de uso permanente.
“Há mais de seis anos o Estado vinha pleiteando junto à Secretaria do Patrimônio da União a doação do terreno da Expoacre. Tentamos várias vezes, mas não foi possível”, afirmou.
Segundo ela, o modelo atual gera custos elevados e prejuízos recorrentes. “Pagamos entre R$ 160 mil e quase R$ 200 mil para usar o espaço por cerca de três meses. E, como não é nosso, todo investimento feito lá acaba se perdendo depois”, disse.
A secretária relatou que, após o fim da feira, a estrutura montada sofre depredação. “Infelizmente, esse recurso vira gasto. Invadem o local e levam tudo: fios, telhas, vidro, até tijolo”, destacou.
Além da Expoacre, a falta de estrutura própria também impacta o funcionamento da própria Seagri. Atualmente, a secretaria opera em espaço cedido pela Emater e mantém galpões alugados para armazenar máquinas e equipamentos.
“Nós não temos prédio próprio. Estamos abrigados em espaço da Emater e ainda alugamos galpões para guardar maquinário, o que gera custo contínuo ao estado”, explicou.
A nova área deve permitir a ampliação da Expoacre, considerada limitada no formato atual. “Aquele espaço já não atende mais o tamanho que o Acre precisa para uma feira de negócios. Queremos uma vitrine tecnológica permanente”, afirmou.
O projeto prevê a instalação de um complexo integrado, com participação de instituições como Embrapa, Ufac, Ifac e Sebrae, voltado à inovação e ao fortalecimento da produção rural.
De acordo com a secretária, a área foi inicialmente avaliada em R$ 26 milhões, mas a negociação resultou na desapropriação por cerca de R$ 22 milhões.
“Conseguimos reduzir o valor e garantir um espaço que será não só da feira, mas também sede da Secretaria de Agricultura e de outras estruturas do governo”, concluiu.
A expectativa é que o novo espaço transforme a Expoacre em um ambiente permanente de negócios, inovação e integração produtiva, reduzindo custos e ampliando o retorno econômico ao Estado.













