CULTURA & ENTRETENIMENTO
Histórias da floresta fortalecem leitura e identidade amazônica em Rio Branco

Entre personagens lendários, saberes tradicionais e narrativas que atravessam gerações, o projeto “Era Uma Vez: Contando e Recontando Histórias da Amazônia” encerrou sua programação em Rio Branco deixando um legado que vai além do entretenimento. Ao longo das atividades, mais de 700 pessoas, entre crianças, educadores e moradores de diferentes comunidades da capital acreana, participaram de uma iniciativa que uniu literatura, cultura e valorização das raízes amazônicas.
Idealizado pela produtora cultural e contadora de histórias Naiara Pinheiro, o projeto apostou na força da oralidade para aproximar o público infantil do universo da leitura. A proposta foi transformar a contação de histórias em uma experiência capaz de despertar a imaginação, estimular o hábito de ler e reforçar o sentimento de pertencimento cultural em uma região marcada pela riqueza de suas tradições.
As apresentações gratuitas passaram por instituições e comunidades como a Apae, o Educandário Santa Margarida, a Creche Sorriso de Criança, a Cidade do Povo, a Comunidade Esperança, na Baixada da Sobral, e o Horto Florestal. Em cada local, crianças e famílias foram convidadas a mergulhar em histórias inspiradas nos mitos, lendas e personagens que compõem o imaginário amazônico.
Mais do que preservar narrativas populares, a iniciativa buscou criar pontes entre a tradição e as novas gerações. Em uma época marcada pelo avanço das tecnologias e pelo consumo acelerado de conteúdos digitais, a contação de histórias reafirmou seu papel como instrumento de formação cultural, incentivo à leitura e fortalecimento dos vínculos comunitários.
Segundo Naiara Pinheiro, cada apresentação representou uma oportunidade de compartilhar elementos da identidade regional de forma leve e envolvente. A experiência mostrou que a literatura pode chegar a públicos diversos por meio da oralidade, despertando curiosidade, emoção e interesse pelo conhecimento.
As atividades também promoveram reflexões sobre temas diretamente ligados à realidade amazônica, como a preservação ambiental, o respeito à natureza e a valorização dos saberes transmitidos pelas populações da floresta. Assim, as histórias apresentadas funcionaram não apenas como expressão artística, mas também como ferramenta de conscientização e educação.
Contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), o projeto contou com recursos do Ministério da Cultura e do Governo Federal, em parceria com o Sistema Nacional de Cultura (SNC), Programa Cultura Viva, Fundação Garibaldi Brasil (FGB) e Prefeitura de Rio Branco, ampliando o acesso à cultura e reforçando a importância de iniciativas que mantêm viva a memória e a identidade da Amazônia.











