POLÍTICA
“Governo é a favor da investigação”, afirma Calixto, após Aleac criar comissão para apurar queda da ponte

A possível criação de uma comissão especial na Assembleia Legislativa do Acre para acompanhar as investigações sobre a tragédia ocorrida em Sena Madureira com a queda da ponte do Rio Iaco é vista pelo governo estadual como mais um instrumento de transparência e fiscalização. A proposta prevê que o colegiado acompanhe os trabalhos conduzidos pelo Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Polícia Civil e demais órgãos envolvidos, além de eventuais apurações na esfera federal.
O governo do Acre sustenta que, desde os primeiros momentos após a ocorrência da tragédia, tem defendido o esclarecimento completo dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades.
“O governo é a favor da investigação desde a data da ocorrência da tragédia”, afirmou o secretário de Articulação Política, Luiz Calixto.
Segundo ele, a posição do Palácio Rio Branco sempre foi de colaboração com os órgãos de controle e de apoio às medidas necessárias para identificar responsabilidades.
“O governo nunca se opôs a qualquer tipo de investigação. Pelo contrário, entendemos que a apuração dos fatos é fundamental para que todos os esclarecimentos sejam prestados à sociedade”, destacou Calixto.
O secretário ressaltou ainda que o Estado não se limitou a acompanhar as investigações e adotou medidas próprias para buscar a responsabilização da empresa envolvida.
“Ingressamos, inclusive, na Justiça para cobrar a responsabilidade contratual da empresa”, declarou.
De acordo com o governo, a medida judicial demonstra que o interesse da administração estadual é garantir que todas as obrigações assumidas sejam cumpridas e que eventuais falhas sejam devidamente apuradas dentro dos mecanismos legais existentes.
A avaliação do Palácio Rio Branco é de que a eventual criação da comissão parlamentar poderá fortalecer a transparência do processo, contribuindo para o acompanhamento institucional das investigações sem comprometer a autonomia do Ministério Público, dos órgãos de controle e das autoridades policiais responsáveis pela condução dos trabalhos.
Enquanto as apurações seguem em andamento, o governo reafirma que continuará colaborando com todas as instâncias responsáveis pelo caso e defendendo o completo esclarecimento dos fatos.









