POLÍCIA
Defesa recorre de decisão que levou acusado pela morte do jogador Thiago Oseas a júri popular

A defesa de Francivaldo Barrozo Chaves, conhecido como “Abacate”, recorreu da decisão da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco que pronunciou o réu para ser julgado pelo assassinato do jogador de futebol Thiago Oseas Tavares da Silva, de 18 anos.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira (22) pelo advogado Thales Damasceno Magalhães, que representa Francivaldo no processo. Segundo o defensor, foi apresentado recurso contra a sentença de pronúncia, por discordar do entendimento adotado pelo magistrado. Além disso, a defesa aguarda o julgamento de um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na semana passada, Francivaldo Barrozo Chaves e Pablo Rodrigo Farias de Souza foram pronunciados para responder ao crime perante o Tribunal do Júri. A decisão reconhece a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, cabendo agora ao Conselho de Sentença decidir pela condenação ou absolvição dos acusados.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Acre (MPAC), Thiago Oseas foi sequestrado durante uma festa na região do bairro Santa Inês e executado a tiros na madrugada de 31 de março de 2024.
As investigações apontam que, antes da execução, os criminosos teriam vasculhado o celular da vítima e encontrado uma fotografia em que o jogador fazia um gesto com a mão em formato de “V”. Conforme a acusação, o símbolo foi interpretado pelos autores do crime como uma referência a uma organização criminosa, motivando o homicídio.
Além de Francivaldo Barrozo e Pablo Rodrigo, Isaías da Costa, que chegou a ficar foragido, também responde pelo assassinato.

O caso já resultou na condenação de outros três envolvidos. Andrey Borges Melo foi sentenciado a 24 anos e 8 meses de reclusão, além de 150 dias-multa e 1 ano e 3 meses de detenção. Darcifran de Moraes Eduíno Júnior recebeu pena de 32 anos e 10 meses de reclusão, 180 dias-multa e 1 ano e 10 meses de detenção. Já Kauã Cristyan Almeida Nascimento foi condenado a 21 anos e 8 meses de reclusão, além de 150 dias-multa e 1 ano de detenção.
Com o recurso apresentado pela defesa, o processo seguirá para análise do Tribunal de Justiça do Acre, que decidirá se mantém ou reforma a sentença de pronúncia em relação a Francivaldo Barrozo Chaves.
Se a sonora do advogado trouxer novos argumentos, o texto pode ser atualizado para incluir a posição da defesa de forma mais detalhada.











