POLÍCIA
Seis anos após morte de Jonhliane Paiva, família ainda espera indenização determinada pela Justiça

Quase seis anos após a morte da motociclista Jonhliane Paiva, atropelada durante um racha em Rio Branco, a família ainda aguarda o pagamento da indenização por danos morais fixada pela Justiça. Apesar da condenação dos dois envolvidos, a decisão judicial ainda não foi cumprida nesse aspecto, enquanto a mãe da vítima afirma conviver diariamente com a dor da perda.
O acidente ocorreu em 6 de agosto de 2020, na Avenida Antônio da Rocha Viana. Jonhliane seguia de motocicleta para o trabalho quando foi atingida por uma BMW em alta velocidade. A perícia apontou que o veículo trafegava a 151 km/h em um trecho onde o limite permitido era de 60 km/h. Segundo as investigações, o motorista participava de um racha no momento do atropelamento.
A vítima morreu antes da chegada do socorro. Para a mãe, Raimunda Paiva, uma das lembranças mais dolorosas é o fato de o motorista não ter permanecido no local após o atropelamento.
“Ele deixou minha filha caída no chão e fugiu. Não prestou socorro a ela”, lamentou.
Em maio de 2022, o Tribunal do Júri condenou Ícaro José da Silva Pinto, motorista da BMW, e Alan Araújo de Lima, apontado como participante do racha, por homicídio com dolo eventual. Além das penas de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenização por danos morais à família de Jonhliane.
No entanto, segundo Raimunda, a reparação financeira nunca foi paga.
Além do sofrimento emocional, ela afirma que a morte da filha também trouxe dificuldades financeiras. Jonhliane era a principal responsável pelo sustento da casa.

“Era ela que me sustentava. Ajudava em tudo dentro de casa. Ela era, bem dizer, o homem da casa”, disse.
Nesta quinta-feira, Jonhliane completaria 36 anos. Para a mãe, o tempo não amenizou a saudade.
“Todo dia é o mesmo dia para mim. Dia 6 de agosto vai fazer seis anos sem a minha filha.”
Raimunda também critica o fato de os condenados estarem em liberdade enquanto a família ainda aguarda o cumprimento integral da decisão judicial.
“A justiça falhou. Não pode eles estarem soltos. Agora eu só espero pela justiça de Deus, porque a dos homens é falha.”
Mesmo após quase seis anos do crime, a família afirma continuar à espera de que a determinação judicial referente à indenização seja efetivamente cumprida.
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