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SAÚDE

Rinovírus avança no Acre enquanto casos graves de Covid permanecem em baixa

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O rinovírus voltou a pressionar o quadro das infecções respiratórias graves no Acre. O estado aparece entre as unidades da Federação onde houve aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo vírus, de acordo com o novo Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (10).

O levantamento, atualizado até a Semana Epidemiológica 35, de 30 de agosto a 5 de setembro, identifica crescimento de SRAG por rinovírus em 11 estados. Além do Acre, a tendência aparece no Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O dado chama atenção porque o rinovírus ganhou espaço entre os agentes responsáveis pelas formas graves de doenças respiratórias no país. Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, ele esteve presente em 48,4% dos casos de SRAG com identificação viral, a maior proporção entre os vírus pesquisados.

No mesmo período, o vírus sincicial respiratório (VSR) respondeu por 27,1% dos resultados positivos. Influenza B representou 6,6%; influenza A, 3,2%; e Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, 2,4%.

O Acre, entretanto, não aparece entre os estados classificados simultaneamente com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco e tendência de crescimento nas últimas seis semanas. Cinco unidades da Federação se encontram nessa condição: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

A circulação do rinovírus preocupa principalmente pela evolução observada entre crianças e adolescentes. A Fiocruz aponta manutenção do crescimento dos casos de SRAG na faixa dos 2 aos 14 anos, movimento atribuído principalmente a esse agente. Nas demais idades, o cenário nacional é de queda ou estabilização.

Em crianças pequenas, há dois movimentos simultâneos: diminuição das formas graves causadas pelo VSR e crescimento das ocorrências associadas ao rinovírus. Entre adultos e idosos, a redução das hospitalizações por influenza tem contribuído para a melhora dos indicadores de SRAG.

O Brasil soma 147.868 notificações de SRAG em 2026. Em 79.761 casos, equivalentes a 53,9% do total, algum vírus respiratório foi identificado em laboratório. Outros 52.327 tiveram resultado negativo e pelo menos 7.349 ainda aguardavam diagnóstico.

No acumulado do ano, o VSR ainda lidera entre os casos positivos, com participação de 41,4%. O rinovírus vem em seguida, com 31%, à frente da influenza A, com 17,2%, influenza B, com 5,5%, e Covid-19, com 3,8%.

O impacto do rinovírus também aparece nas mortes mais recentes. Entre os óbitos de SRAG com identificação viral registrados nas últimas quatro semanas, 32,5% tiveram presença desse vírus. O VSR respondeu por 21,7%, influenza B por 16,3%, influenza A por 12,7% e Covid-19 por 6%.

Desde o início de 2026, foram registrados 6.512 óbitos por SRAG no país. Desse total, 3.046, ou 46,8%, tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.

A Fiocruz destaca que as crianças de até 2 anos continuam apresentando a maior incidência de SRAG, enquanto a mortalidade é mais elevada entre pessoas com 65 anos ou mais. Para a Covid-19, o boletim aponta manutenção de baixa incidência de casos graves na maior parte do país.

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