SAÚDE
Obesidade atinge 25,7% dos adultos das capitais e cresce em todas as faixas etárias

A obesidade alcançou 25,7% da população adulta das capitais brasileiras e do Distrito Federal em 2024, segundo o Vigitel Brasil 2006-2024, do Ministério da Saúde.
Em 2006, quando começou a série, o percentual era de 11,8%. Em 18 anos, a prevalência mais que dobrou, com crescimento de 13,9 pontos percentuais.
Entre as mulheres, a obesidade passou de 12,1% para 26,7%. Entre os homens, avançou de 11,4% para 24,4%.
O crescimento ocorreu em todas as faixas etárias e níveis de escolaridade. Entre adultos de 35 a 44 anos, a prevalência passou de 12,8% em 2006 para 30,1% em 2024.
Excesso de peso chega a 62,6% dos adultos das capitais brasileiras
Quase dois em cada três adultos das capitais brasileiras e do Distrito Federal estavam com excesso de peso em 2024. A proporção chegou a 62,6%, contra 42,6% no início da série histórica do Vigitel, em 2006.
Entre os homens, o índice alcançou 64,9%. Em 2006, eram 47,5%. Entre as mulheres, a proporção passou de 38,5% para 60,6%.
Um dos maiores avanços ocorreu entre pessoas de 25 a 34 anos. Nessa faixa, o excesso de peso passou de 37,5% para 61,7%.
Entre os adultos de 35 a 44 anos, a prevalência chegou a 69,2% em 2024.
Vigitel acompanha hipertensão e uso de medicamentos entre adultos das capitais
O Vigitel 2024 mantém o acompanhamento da hipertensão arterial e do acesso ao tratamento medicamentoso entre adultos das capitais brasileiras e do Distrito Federal.
Entre as pessoas que declararam diagnóstico de hipertensão, 80,7% estavam em tratamento com medicamentos em 2024.
O percentual era de 80,1% em 2016, início da série desse indicador. No período mais recente, porém, houve redução: a cobertura do tratamento passou de 84,7% em 2019 para 80,7% em 2024.
Além do tratamento, o levantamento mantém uma série sobre diagnóstico médico de hipertensão iniciada em 2006, permitindo acompanhar a evolução da doença ao longo de 18 edições.









