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Feijão sobe 35% no ano em Rio Branco, enquanto óleo, café e açúcar ficam até 16% mais baratos

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O preço dos alimentos básicos apresenta movimentos distintos em Rio Branco em 2026. Enquanto o feijão-carioca acumula alta de 35,32% e a carne bovina de primeira ficou 11,06% mais cara, óleo de soja, café em pó e açúcar cristal registram quedas superiores a 16%.
Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica pesquisada na capital acreana ficaram mais caros.
O feijão-carioca apresentou a maior elevação, de 35,32%. Em seguida aparecem a carne bovina de primeira, com alta de 11,06%, leite integral, 8,86%, arroz agulhinha, 6,69%, farinha de mandioca, 5,42%, tomate, 3,99%, pão francês, 3,88%, e banana, 0,26%.
Quatro alimentos ficaram mais baratos no acumulado do ano. O óleo de soja apresentou a maior redução, de 16,48%, seguido pelo café em pó, com queda de 16,05%, açúcar cristal, 16,03%, e manteiga, 2,33%.
O comportamento de agosto foi diferente. Metade dos 12 produtos ficou mais barata e a outra metade registrou aumento na comparação com julho.
O tomate liderou as quedas mensais, com redução de 25,93%. O açúcar cristal ficou 2,94% mais barato, seguido pelo óleo de soja, com queda de 1,34%, feijão-carioca, 0,56%, café em pó, 0,43%, e pão francês, 0,14%.
Entre os produtos que encareceram em agosto, a farinha de mandioca apresentou a maior alta, de 8,93%. O arroz agulhinha subiu 3,45%, a manteiga, 2,10%, o leite integral, 0,79%, a banana, 0,69%, e a carne bovina de primeira, 0,33%.
A queda do tomate contribuiu para que o custo total da cesta básica recuasse 4,68% em agosto, passando para R$ 659,66. Foi a maior redução mensal entre as 27 capitais pesquisadas pela Conab e pelo Dieese.
Apesar da queda em agosto, a cesta de Rio Branco acumula aumento de 5,36% desde dezembro de 2025.
Na comparação com agosto do ano passado, o custo total da cesta está 2,87% maior. Nesse período, o feijão-carioca novamente apresenta a maior alta entre os alimentos pesquisados, com 34,29%.
A carne bovina de primeira ficou 16,84% mais cara em 12 meses, enquanto a banana subiu 11,42%. Também aumentaram o leite integral, 4,24%, o pão francês, 3,08%, e a farinha de mandioca, 2,30%.
No sentido contrário, o açúcar cristal acumula queda de 21,80% em 12 meses. O café em pó recuou 19,03%, o tomate, 16,91%, o óleo de soja, 5,04%, a manteiga, 4,96%, e o arroz agulhinha, 4,14%.
Com a cesta custando R$ 659,66, um trabalhador de Rio Branco remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 89 horas e 32 minutos para comprar os alimentos básicos em agosto. Em julho eram necessárias 93 horas e 55 minutos.
Considerado o salário mínimo líquido, após o desconto previdenciário de 7,5%, a cesta consumiu 43,99% da renda em agosto. No mês anterior, comprometia 46,15%.

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