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ARTIGO

Dr Valdir Perazzo Leite escreve: Conveniência com o atraso que a esquerda impõe ao Nordeste

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A CONINVÊNCIA COM O ATRASO QUE A ESQUERDA IMPÕE AO NORDESTE

Sempre que vinha em férias ao Nordeste, eu mantinha contato com políticos da região que se dizem simpatizantes da Direita, mas, paradoxalmente, apoiam candidatos aos cargos proporcionais (deputados estaduais e federais) de partidos esquerda (comunistas).

Com residência aqui no Vale do Pajeú (Tuparetama), tento entender melhor as explicações, ou justificações, que me dão para não apoiarem candidatos da Direita (conservadores), muito embora digam que simpatizam com os valores judaico-cristãos.

O discurso dos políticos (justificação) que dizem simpatizar com a direita, mas que não assumem candidaturas desse viés (ou o pretexto), é mais ou menos o seguinte: “não posso pedir votos contra o Partido dos Trabalhadores – PT, porque perco apoio dos eleitores aos cargos que concorro”. “Não dá para ser contra Lula aqui no Nordeste”.

Pois bem. Aqui residindo nos últimos 12 (doze) meses, vejo que essa alegação é apenas um pretexto, porque a política atrasada que é imposta ao Nordeste pela esquerda (comunista), lhes favorecem. Todos têm interesse em manter o status quo. É a conclusão que eu cheguei a partir de alguns fatos por mim observados.

Comecei a analisar atentamente essa situação, para encontrar uma explicação. Alguns fatos podem ajudar no deslinde desse paradoxo. Vejamos!

Eu estava num mercadinho da cidade de Tuparetama, adquirindo produtos para uma sexta básica que pretendia doar. Observava atentamente os preços. Minha curiosidade era saber as dificuldades pelas quais passa a população com o custo de vida atual.

Uma senhora que estava no mesmo mercadinho me abordou. Se queixou que os preços estavam muito elevados. Eu concordei com ela, e como me deu oportunidade de fazer um questionamento, lhe fiz uma indagação. Perguntei o que achava do governo atual. Reagiu zangada, achando que eu a induzia a votar em Flávio Bolsonaro.

Disparou minha interlocutora do mercadinho: “não posso votar nesse aí que sugeriu que o povo nordestino devia comer palma e capim”. Corrigi. Minha senhora, onde a senhora leu ou ouviu que Jair Bolsonaro (ela se referia ao pai de Flávio) sugeriu ao povo nordestino que devia comer palma e capim? Como se exaltou evitei o bate-boca no recinto.

Achei que a conversa tinha se encerrado com minhas observações de que Jair Bolsonaro nunca havia dito isso. Perguntei onde ela tinha ouvido ou lido a informação. Não soube dizer.  Em seguida, em outra gôndola, nos encontramos. Já não estava agastada. Reiniciou o diálogo admitindo que poderia votar em Flávio. Agora deu um tom ameno.

Num clima de conversa cordial, descobri que conhecia sua família. Peguei seu telefone e combinamos um encontro com seus parentes. Liguei e agendamos tal encontro. Meu objetivo é lhe fazer perguntas. Adotar o método socrático. Saber por quê essa conterrânea sertaneja se convenceu em ser de esquerda (comunista). Quero saber como formou sua convicção.

Eu sabia que o esposo de uma prima de minha mulher era eleitor de Lula. Nunca falamos sobre política. Nos encontrávamos em reunião de família. Sua esposa e filhas também não falavam de política comigo. Para mim todo o grupo familiar era de esquerda (comunista). Acreditava.  O varão teve formação escolar precária. Entretanto, a filha mais velha tem nível superior e a mais nova é estudante do 7º período do Curso de Direito.

Faz poucos dias, minha esposa me telefonou de um restaurante onde estava reunida com esses parentes. Já foi me dando a notícia de que o varão não era mais eleitor de Lula. Agora iria votar em Flávio Bolsonaro. Pediu-me que fosse até lá, porque da família, apenas a estudante de Direito continuava defendendo o voto em Lula.

Fiquei com muita curiosidade para saber o que tinha contribuído para essa mudança de opinião. Quis saber porque o líder da família abandonou Lula.  Fui ao restaurante e me encontrei com o grupo. Depois de falarmos sobre trivialidades, o antigo eleitor de Lula, um pequeno empresário, disse-me que a escala (jornada de trabalho) 5 x 2 inviabilizava seu pequeno negócio. Resolveu votar em Flávio Bolsonaro. Mexe com o bolso dele.

Resolvida à questão do voto do pequeno empresário, voltei-me para a jovem estudante do 7º período do curso de Direito. Pedi que me convencesse a ser comunista. Em que pese ser uma jovem inteligente e loquaz, quase nada sabia sobre o fato de o Partido dos Trabalhadores – PT, que pretendia apoiar, ser membro integrante do “Foro de São Paulo”, cujo objetivo é expandir o comunismo na América Latina e Caribe.

A jovem estudante de Direito, aparentemente não defendeu mais o voto no Partido dos Trabalhadores. Em seguida passou a falar sobre seu TCC.  Cheguei a lhe sugerir, como tema para sua conclusão de curso, que discorresse sobre a formação histórica dos municípios do Pajeú, e as causas do atraso da região, sob a perspectiva da ideologia de esquerda (comunista). Concordou.

Ontem, dia 07 de setembro, tive oportunidade de acompanhar uma motociata\carreata realizada na cidade de São José do Egito e de Tuparetama, em apoio às candidaturas do Senador Flávio Bolsonaro à presidência da República, e do deputado federal Mendonça Filho ao Senado da República. Um verdadeiro sucesso!

Fiz questão de observar à reação das pessoas que saíram às ruas na Vila do Bom Jesus, em Tuparetama, para verem a carreata do 22. Vi uma ou duas pessoas fazendo o “L” de Lula. Pude constatar a expressão corporal das pessoas, demonstrando contentamento com a bonita manifestação política do candidato Flávio Bolsonaro. Era só alegria da população com a expectativa de mudança que ela representa.

Dr. Plínio Correia de Oliveira, que era tido como um verdadeiro apóstolo do Brasil, dizia que é difícil encontrar homens que defendam ideias. Homens de convicção.

O que eu constato nos políticos nordestinos que dizem simpatizar com os valores conservadores, mas que continuam apoiando candidatos da esquerda, é que, para eles, o que importa são os interesses pessoais. Não têm consciência patriótica. Não têm consciência de que o Brasil pode ir para o abismo do comunismo, como foi a Venezuela.

Esses políticos nordestinos que dizem que não podem se opor a Lula porque perdem voto quando disputarem cargos políticos, em primeiro lugar, não têm convicções dos valores que dizem acreditar (conservadores), em segundo lugar não fazem esforço algum para convencer os seus eleitores (de esquerda) que suas opões políticas estão equivocadas.

O assistencialismo tem levado os nordestinos ao atraso. Os políticos da região não fazem o menor esforço para educá-los politicamente. Não se esforçam para mudar essa mentalidade em que não se acredita no esforço e na prosperidade. Não se preocupam em educar a população no empreendedorismo.  Ao fim e ao cabo, querem a manutenção do status quo que lhes trazem enormes benefícios.

Porém há uma razão ainda mais pragmática para os políticos do Nordeste brasileiro continuarem dizendo que simpatizam com os valores conservadores, mas apoiando candidatos aos cargos de deputados estaduais e federais de esquerda: emendas parlamentares.

O que são emendas parlamentares. É uma ferramenta que deputados e senadores usam para indicar como parte do dinheiro do orçamento público deve ser gasta. Prefeitos e vereadores estão absolutamente comprometidos com deputados e senadores de esquerda que lhes garantem tais emendas.

Uma verdadeira mina para eles (emendas parlamentares), políticos nordestinos! Eis aí uma das razões porque o Nordeste continua dando apoio a Lula da Silva, símbolo do atraso que nos pode empurrar para o abismo do comunismo!

Uma elite política sem compromisso com o povo sofrido do Nordeste!

 

 

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