ESPORTE
A inclusão entrou em campo primeiro: José, autista de 8 anos e alunos da escolha Rosalinda, abrem a temporada 2026 da NSL

A abertura da temporada da NSL Superliga Acreana de Futebol 2026 foi marcada por um momento que emocionou o público presente no Antônio Aquino Lopes – O Tonicão – e mostrou que o futebol vai além das quatro linhas. Antes da bola rolar, 20 crianças da escolinha de futebol Rosalinda, mantida pela NSL, entraram em campo dando um significado a maior ao início da competição.
O momento mais emocionante da noite ficou reservado para José, de 8 anos. Filho do fotojornalista Diego Gurgel e da jornalista Juliene Ferreira, o menino, que é autista não verbal nível 3 e de suporte, foi o responsável por dar o pontapé inicial da temporada 2026 da NSL. O gesto transformou um símbolo de esperança, inclusão e pertencimento.
Emocionado, Gurgel, destacou a importância de ver o filho participando de um momento tão simbólico e deixou um recado aos pais de crianças atípicas. “Quando vejo meu filho fazendo coisas que as pessoas subestimam, em penso todos nós pais que protegem seus filhos dessas pessoas que colocam pra baixo. A inclusão, o respeito e a empatia deve existir em todas as camadas da sociedade Para uma criança autista, cada conquista representa uma grande vitória” destacou. Ele agradeceu a organização e enfatizou que “o José mostrou que ele pode estar onde quiser, assim como tantas outras crianças. Obrigado a NSL pelo convite ”, destacou.
Sob os aplausos das arquibancadas, José chutou a bola que deu início ao maior campeonato de futebol do Acre. Mais do que abrir oficialmente a competição, ele mostrou que o esporte é um espaço onde todos podem participar, sonhar e fazer parte da história.
Idealizador da iniciativa, o presidente da NSL, Nedson Mendes, afirmou que a competição vai além do compromisso de promover o futebol, mas também valores que transformam a sociedade. “Nós da NSL abraçamos a causa, e estamos mostrando para todos que as crianças atípicas, autistas, tem que ser tratada com todo respeito. Vamos ultrapassar fronteiras, e mostrar para o Brasil que o amor e a inclusão nasceu para revelar talentos dentro de campo, mas também para transformar vidas fora dele. Ver essas 20 crianças entrando em campo e o José dando o pontapé inicial representa exatamente o que acreditamos: o esporte é uma ferramenta de inclusão, respeito e amor ao próximo. Hoje, o maior gol da noite foi mostrar que todos têm espaço no futebol”, disse.
Em uma noite de festa, o gol mais bonito foi marcado antes mesmo do apito inicial, quando as crianças entraram em campo mostrando que inclusão é uma prática construída com oportunidades, respeito e amor.














