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CULTURA

Aconteceu no último final de semana a segunda edição do Festival Samaúma, que conectou gerações do cenário artístico acreano

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Eanes Henrique Enes Fotos: Cassisplay

O AcreNews conversou com Jackie Pinheiro, da comunicação do festival, que gentilmente nos repassou as informações do evento que reuniu artistas locais, valorizando nossa cultura e conectando gerações da música autoral acreana.

Com o intuito de celebrar a diversidade musical, sociocultural, racial, sexual e de expressão de gênero, a segunda edição do Festival Samaúma se realizou este ano em versão digital, em razão da pandemia de Covid-19, nos dias 4 e 5 de dezembro (sábado e domingo), no canal da Gift Talentos no Youtube.

O Festival Samaúma nasceu de forma espontânea, idealizado por um grupo de produtores culturais e artistas que acreditam na música feita no Acre, e sua primeira edição foi realizada no dia 6 de agosto de 2019, no Santinni Food Park (hoje Vila Rio). O evento busca resgatar as conexões musicais que já movimentaram a cena artística acreana, além de reverenciar a grande árvore amazônica Samaúma, que é um mistério da floresta e que, segundo estudos recentes, realiza certas conexões pela mata através de suas raízes.

Nesse ano, o festival contou com a participação de dez atrações, mesclando a experiência de artistas como Pia Vila, Los Porongas, Brunno Damasceno e Dito Bruzugu com a nova safra de artistas representada por Ellu, Duda Modesto, Elemental, Trilobitas e a dupla Maya Dourado e Leandre. Um dos pontos altos foi a participação do grupo Hui Dewe Keneya, que reúne indígenas da etnia Huni Kuin, com uma rica sonoridade ancestral. “A coordenação do projeto decidiu reunir gerações e fazer uma viagem entre os mais diversos tipos de gêneros musicais, como a MPB, o samba, o pop, o rock e, inclusive, a música dos txais, que tem identidade acreana, amazônica”, relata João Vasconcelos, um dos organizadores.

As apresentações foram gravadas pela equipe da Gift Talentos e North Wide, e pelo RB Studio, em setembro, com locação no Theatro Hélio Melo. O Festival Samaúma é um projeto é financiado pela Lei Aldir Blanc do Governo Federal, por meio do Governo do Estado do Acre e da Fundação Estadual de Cultura Elias Mansour, com apoio cultural da Made In Acre, Indie, Alugue Fest, Café Contri e Indústria Miragina.

Para saber mais informações sobre o festival siga a página @festivalsamauma no Instagram.

SERVIÇO

Festival Samaúma OnLine – música que conecta!

Data: 4 e 5/12/2021 (sábado e domingo).

Onde assistir: Canal da Gift Talentos no Youtube.

Line-up:

Dia 4/12: Ellu, Trilobitas, Duda Modesto, Brunno Damasceno e Pia Villa.

Dia 5/12: Maya Dourado e Leandre, Grupo Hui Dewe Keneya – Povo Huni Kuin, Dito Bruzugu, Elemental e Los Porongas.

Fotos: Cassisplay @cassisplay

Apresentação: Diogo Soares e Márcia Moreira.

Coordenadores do festival: Luma Gama, João Vasconcelos, Jackie Pinheiro e Rayssa Alves.

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CULTURA

Acre, Amazonas e Pará representam o norte na mostra de Tiradentes 2022

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Foto: Reprodução (Divulgação)

Evento responsável pela abertura do calendário brasileiro de grandes festivais, a Mostra de Tiradentes 2022 irá destacar o cinema da Região Norte. São quatro produções selecionadas, sendo duas do Pará (“Meus Santos Saúdam Teus Santos”, de Rodrigo Antonio, e “Uma Escola no Marajó”, de Camila Kzan), uma do Acre (“Centelha”, de Renato Vallone) e outra do Amazonas (“521 Anos / Siia Ara”, de Adanilo).

O acreano “Centelha” fecha o time nortista em Tiradentes. Dirigido por Renato Vallone, o curta-metragem de 26 minutos filmado em preto e branco apresenta o delírio da fome de um homem que incorpora, no decorrer de um ritual ancestral, os demônios de um país doente. Casa e homem tornam-se testemunhos vivos da história. Santuário ou quartel general, as transformações afetam tudo ao redor e provocam a fúria do céu.​

A presença na Mostra Temática marca mais um grande evento que “Centelha” participa: em 2021, o curta do Acre esteve no Festival do Rio na sessão Curtas Novos Rumos, no Festival Visões Periféricas e, neste ano, foi selecionado para a Mostra Ouros Nortes do Festival Olhar do Norte. [ Com informações Cineset/Caio Pimenta]

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CULTURA

Teatrão, Palácio e Biblioteca da Floresta serão revitalizados

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Agência AC

O governador Gladson Cameli e a senadora Mailza Gomes assinaram, nesta quarta-feira, 19, em Rio Branco, o convênio que garante a revitalização da Biblioteca da Floresta, do Teatro Plácido de Castro (Teatrão), que também terá parte da estrutura física ampliada, e do Palácio Rio Branco. O montante, na ordem de R$ 12,4 milhões, foi destinado pela parlamentar, por meio de extra emenda.

Com os projetos devidamente finalizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), os documentos dependem tão somente de aprovação da Caixa Econômica Federal para que as ordens de serviço sejam dadas. O banco estatal ficará responsável pela liberação dos recursos e fiscalização das reformas.

O governador Gladson Cameli enalteceu o empenho da senadora com a recuperação destes importantes patrimônios públicos. “O meu muito obrigado à Mailza por ter conseguido esses recursos para a revitalização destes prédios, em especial, o nosso Palácio Rio Branco, que faz parte da história do Acre. Faço questão de acompanhar essa obra de perto”, comentou o chefe do Executivo.

Investimentos na revitalização dos espaços públicos somam R$ 12,4 milhões. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mailza Gomes reforçou seu compromisso com a população e afirmou que o seu mandato segue à disposição, para viabilizar recursos que beneficiem o estado. “Estou muito feliz em contribuir com a revitalização desses espaços culturais tão importantes do nosso Acre. O nosso trabalho será sempre em prol do bem coletivo”, afirmou.

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CULTURA

Há 15 anos, o mundo conhecia a história do Acre através da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”

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Por Observatório da TV / Foto: Reprodução

Em 2 de janeiro de 2007, a TV Globo estreou a minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, na qual Glória Perez, natural do Acre, quis traçar em três fases um panorama da história do estado e da região.

Um grandioso elenco foi reunido para a produção, que teve direção-geral de Marcos Schechtman, parceiro da autora desde O Clone (2001/02), atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo. A história começa em 1899, atravessa a primeira década do século 20, dá um salto de algumas décadas e tem seu desfecho nos anos 1980.

A partir das famílias do Coronel Firmino (José de Abreu) e do seringueiro Bastião (Jackson Antunes) que como muitos outros é explorado e humilhado pelo proprietário do seringal, a história mostra como o negócio da borracha funcionava e as disputas pelo rentável território do Acre, que na época pertencia à Bolívia, mas era majoritariamente ocupado por brasileiros em busca de melhores perspectivas.

Dessa conjuntura se aproveita Luiz Galvez (José Wilker), espanhol que se lança numa batalha pela conquista do Acre ao saber que os bolivianos estão para arrendar toda a região a um consórcio formado por empresários da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Nesse cenário tem destaque também a figura do militar Plácido de Castro (Alexandre Borges), que chega ao Acre para demarcar terras de seringais e acaba envolvido na disputa pela independência do território, que consegue.
Entre os anos 1940 e 1950, depois de muitos anos de distribuição desigual da riqueza surgida da borracha e com a grande concorrência das plantações mais organizadas da Malásia, o cultivo brasileiro cai em decadência. Nessa fase surgem amadurecidos Augusto (Humberto Martins), filho do Coronel Firmino, e Bento (Emílio Orciollo Netto), filho de Bastião.

Nos anos 1980, os vastos seringais já deram lugar a pastos para gado. Augusto (Francisco Cuoco) não consegue impedir que o domínio de outrora lhe escape por entre os dedos. De sua parte, Bento (Lima Duarte) é o grande amigo de Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes), cuja luta por direitos dos índios e dos seringueiros e contra a destruição da Amazônia o leva a ser assassinado cruel e covardemente.

Leia mais: https://observatoriodatv.uol.com.br/colunas/fabio-costa/na-manchete-e-na-globo-a-amazonia-foi-cenario-de-producoes-de-teledramaturgia

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