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Acre combina custo de vida elevado com inadimplência menor que a média brasileira

Dois levantamentos recentes da Serasa apresentam um retrato aparentemente contraditório da situação financeira dos acreanos: morar no estado custa mais que a média brasileira, mas a proporção de consumidores inadimplentes permanece abaixo da média nacional.
O custo de vida mensal no Acre é estimado em R$ 3.550, contra R$ 3.520 no Brasil e R$ 3.150 na Região Norte. O estado ocupa a oitava posição nacional e a terceira regional entre os mais caros para viver.
Ao mesmo tempo, 47,45% da população adulta acreana estava inadimplente em julho. No Brasil, a proporção alcançou 51,04%.
A diferença é ainda mais significativa dentro do Norte. Embora o Acre tenha custo de vida R$ 400 superior à média regional, possui o menor percentual de inadimplentes entre os sete estados.
O levantamento de custo de vida ajuda a explicar onde está a pressão sobre o orçamento. Supermercado, contas recorrentes e moradia respondem conjuntamente por 57% das despesas mensais consideradas pela pesquisa.
A combinação dos dois indicadores não significa que o orçamento das famílias acreanas esteja confortável. A inadimplência alcança praticamente um em cada dois adultos, enquanto as despesas mensais estimadas pela Serasa superam em mais de duas vezes o salário mínimo de R$ 1.621 vigente em 2026.
Os dados, no entanto, colocam o Acre numa situação peculiar: está entre os dez estados brasileiros de maior custo de vida, mas mantém proporção de inadimplentes inferior à média nacional e a menor da Região Norte.












