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Acre reduz analfabetismo em 65% ao longo de 31 anos e transforma cenário da educação

O Acre reduziu em aproximadamente 65% a taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais entre 1991 e 2022, passando de 34,8% para 12,1%. A queda de 22,7 pontos percentuais em pouco mais de três décadas acompanha uma transformação no acesso à alfabetização, também observada entre os jovens de 15 a 24 anos nos quatro últimos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A evolução aparece em uma sequência de mapas divulgada pelo perfil Espacialidade, que compara a distribuição territorial do analfabetismo juvenil nos municípios brasileiros em 1991, 2000, 2010 e 2022. As imagens mostram como o Acre passou de um cenário marcado por taxas elevadas para outro em que predominam municípios com percentuais menores de jovens que não sabem ler e escrever.
Em 1991, boa parte do território acreano aparecia nas faixas de analfabetismo juvenil entre 10% e 30%, com localidades em categorias ainda superiores. Em 2000, os mapas já registravam uma mudança na distribuição dos indicadores. Dez anos depois, em 2010, a presença de municípios nas faixas inferiores havia aumentado consideravelmente.
O mapa de 2022 apresenta a transformação mais evidente. A predominância de tonalidades azuis, utilizadas para representar os menores percentuais de analfabetismo, mostra a ampliação territorial da alfabetização entre os jovens acreanos.
A mudança também pode ser observada nos indicadores históricos dos municípios, considerando a população de 15 anos ou mais. Em Tarauacá, a taxa de analfabetismo caiu de 63,9% em 1991 para 32,1% em 2010, uma redução de 31,8 pontos percentuais.
Feijó passou de 58,3% para 36,8% no mesmo período. Cruzeiro do Sul apresentou redução de 44,9% para 18,7%, enquanto Sena Madureira saiu de 51,8% para 24,1%.
Na capital, Rio Branco, o percentual diminuiu de 21,7% em 1991 para 8,9% em 2010, uma redução relativa de aproximadamente 59%.
Outros municípios também registraram mudanças expressivas entre 2000 e 2010. Jordão reduziu a taxa de 61,6% para 25,6%, queda de 36 pontos percentuais em apenas uma década. Santa Rosa do Purus passou de 62,5% para 33,1%, enquanto Porto Walter recuou de 52,4% para 34,9%.
Os resultados mostram que a expansão da alfabetização alcançou tanto os principais centros urbanos quanto municípios mais afastados, incluindo localidades com dificuldades históricas de acesso aos serviços educacionais.
Em 2022, o Censo identificou aproximadamente 535 mil acreanos alfabetizados entre os moradores de 15 anos ou mais, o equivalente a 87,9% dessa população. O percentual de pessoas que não sabiam ler e escrever ficou em 12,1%, diante dos 34,8% registrados em 1991.
A comparação representa uma redução relativa de 65,2% na taxa estadual de analfabetismo, considerando os dois extremos da série histórica.
É importante distinguir os indicadores: os percentuais estaduais e municipais apresentados correspondem à população de 15 anos ou mais, enquanto os mapas do Espacialidade retratam exclusivamente os jovens de 15 a 24 anos. As duas séries permitem observar a evolução da alfabetização, mas não devem ser tratadas como medidas equivalentes.
A sequência cartográfica mostra uma mudança que atravessou gerações. Em 31 anos, o Acre ampliou a presença de municípios nas faixas de menor analfabetismo juvenil, enquanto os indicadores gerais confirmam a redução do problema no conjunto da população.
Fonte: IBGE, censos demográficos de 1991, 2000, 2010 e 2022, e levantamento cartográfico do perfil Espacialidade.












