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Acre tem 7,6 mil empregos industriais e apenas 0,09% dos trabalhadores da indústria de transformação do Brasil

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O Acre registrava 7.650 trabalhadores empregados na indústria de transformação, distribuídos por 664 estabelecimentos, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os números representam apenas 0,09% dos 8,29 milhões de empregos industriais contabilizados no Brasil e colocam o estado entre os três menores mercados de trabalho desse segmento no país.
Os dados fazem parte do estudo Mapeamento das Cadeias Produtivas Prioritárias da Nova Indústria Brasil nos Territórios, publicado em julho de 2025, com informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2023.
A pesquisa revela a reduzida participação da indústria acreana no mercado nacional de empregos industriais.
Enquanto o Acre contabilizava 7.650 trabalhadores, São Paulo concentrava 2.645.157 empregos na indústria de transformação, distribuídos por 115.502 estabelecimentos.
O estado paulista reunia aproximadamente 346 vezes mais trabalhadores industriais que o Acre.
Na comparação com Minas Gerais, que registrava 900.011 empregados, o contingente mineiro era quase 118 vezes superior ao acreano.
Mesmo dentro da Região Norte, as diferenças são expressivas.
O Amazonas apresentava 125.433 trabalhadores industriais, número aproximadamente 16,4 vezes maior que o do Acre.
O Pará contabilizava 112.443 empregos, equivalentes a 14,7 vezes o contingente acreano.
Rondônia, estado vizinho, registrava 40.777 trabalhadores na indústria de transformação, número 5,3 vezes superior ao do Acre.
Tocantins aparecia com 20.412 empregos, aproximadamente 2,7 vezes o total acreano.
O Acre superava apenas dois estados da Região Norte: Amapá, com 4.983 trabalhadores, e Roraima, com 3.933.
Em relação ao número de estabelecimentos, o levantamento identificou 664 unidades industriais no Acre.
O Pará registrava 5.536 estabelecimentos, Rondônia possuía 3.032 e o Amazonas contabilizava 2.426.
Tocantins aparecia com 1.797 unidades, enquanto Amapá e Roraima tinham, respectivamente, 534 e 505 estabelecimentos.
A relação entre trabalhadores e estabelecimentos também permite observar diferenças na estrutura produtiva regional.
No Acre, a média era de aproximadamente 11,5 trabalhadores por estabelecimento industrial.
Em Rondônia, a relação chegava a 13,4 empregados por unidade. No Pará, eram aproximadamente 20,3 trabalhadores por estabelecimento.
O Amazonas apresentava uma concentração muito superior, com média de 51,7 empregados por unidade industrial.
Esses indicadores mostram diferenças na dimensão média dos estabelecimentos industriais dos estados da Região Norte, embora não permitam, isoladamente, avaliar produtividade, faturamento ou eficiência econômica.
No conjunto do Brasil, o Dieese identificou 431.667 estabelecimentos da indústria de transformação, responsáveis por 8.292.967 empregos.
A participação acreana correspondia a aproximadamente 0,15% dos estabelecimentos industriais brasileiros, percentual superior à sua participação no emprego do setor, de 0,09%.
O estudo foi elaborado no contexto da Nova Indústria Brasil, política federal lançada em janeiro de 2024 para estimular a produção industrial, a inovação tecnológica e o fortalecimento das cadeias produtivas nacionais.
O mapeamento utiliza informações da Rais de 2023 para identificar a distribuição territorial dos empregos e estabelecimentos industriais. Os números representam a estrutura registrada naquele ano e não devem ser interpretados como o contingente atual de trabalhadores da indústria acreana em 2026.

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