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CULTURA & ENTRETENIMENTO

Clube do Livro Amaro celebra três anos promovendo encontros literários e formando uma comunidade de leitores em Rio Branco

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Há três anos, a literatura vem aproximando pessoas, provocando reflexões e criando vínculos em Rio Branco. Em outubro de 2026, o Clube do Livro Amaro celebra seu terceiro aniversário, consolidando-se como uma iniciativa de incentivo à leitura e de valorização da literatura como experiência coletiva.
Coordenado pelos professores Carlisson de Oliveira e Maysa Dourado, o clube integra uma ação de extensão da Universidade Federal do Acre (Ufac) e nasceu com a proposta de criar um espaço aberto de encontro entre leitores, no qual os livros são pontos de partida para conversas, descobertas e trocas de experiências.
O nome do clube é uma homenagem a Mestre José Amaro, personagem do romance Fogo Morto, de José Lins do Rego, uma das obras mais representativas da literatura brasileira do século XX. A escolha estabelece uma ligação simbólica com a tradição literária nacional e com a riqueza de personagens que permanecem vivos no imaginário dos leitores.
Um encontro marcado com a literatura
A dinâmica do Amaro é simples e participativa. A cada mês, uma obra é selecionada por uma curadoria, em diálogo com os integrantes do clube. Após a leitura, os participantes se reúnem presencialmente, sempre no último sábado de cada mês, para conversar sobre o livro escolhido.
Os encontros são abertos a todas as pessoas interessadas em literatura, independentemente de formação acadêmica ou experiência prévia com clubes de leitura. Não é necessário ser estudante ou professor da Ufac para participar. O que aproxima os integrantes é o desejo de ler, compartilhar impressões e descobrir diferentes maneiras de compreender uma obra literária.
Durante as conversas, cada leitor contribui com suas próprias interpretações, experiências e referências. Uma mesma narrativa pode despertar sentimentos distintos, provocar discordâncias e suscitar reflexões que ultrapassam as páginas do livro.
É justamente nessa pluralidade de olhares que reside uma das principais riquezas do clube: a possibilidade de perceber que a leitura não se encerra na experiência individual, mas se amplia quando compartilhada.
Dos clássicos à literatura contemporânea
Ao longo desses três anos, o Clube do Livro Amaro construiu um percurso de leituras marcado pela diversidade de autores, gêneros e tradições literárias.
Obras como Medeia, de Eurípides, Odisseia, de Homero, Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, e O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzzati, dividiram espaço com produções brasileiras como Gota d’Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, e Mata Teu Pai, de Grace Passô, além de romances escritos por autores acreanos, como Rosalina, Meu Amor, de Antônio Stélio.
A diversidade das escolhas proporciona aos participantes o contato com diferentes contextos históricos, culturais e estéticos, além de estimular discussões sobre questões que permanecem atuais, como relações de poder, desigualdades sociais, conflitos familiares, identidade e condição humana.
O clube também tem promovido experiências que aproximam a literatura de outros espaços culturais da cidade. Entre elas, destaca-se um encontro realizado no Museu dos Povos Acreanos, dedicado à discussão do contexto histórico e social do romance A Vida Pela Frente, de Émile Ajar, com a participação da professora Annyele Oliveira.
Três anos de livros, conversas e afetos
Celebrar três anos de existência significa reconhecer não apenas a quantidade de obras lidas, mas, sobretudo, os vínculos construídos ao longo dessa trajetória.
Em uma época marcada pela rapidez das informações e pelo consumo acelerado de conteúdos digitais, reunir-se mensalmente para conversar sobre um livro é também uma forma de valorizar a leitura atenta, o diálogo e a convivência.
Ao longo desses encontros, o Amaro tornou-se mais do que um espaço de discussão literária. É uma comunidade de leitores que se reconhece no prazer de descobrir histórias, confrontar ideias e compartilhar experiências.
Aos três anos, o Clube do Livro Amaro reafirma uma ideia simples, mas poderosa: os livros podem ser lidos individualmente, mas as histórias ganham outras dimensões quando são compartilhadas.
E, para quem deseja fazer parte dessa experiência, o convite permanece aberto: basta gostar de literatura e ter vontade de conversar sobre livros.

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