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POLÍCIA

Biblioteca da Unidade Penitenciária do Juruá é reinaugurada em parceria com Ufac e TJAC

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Espaço recebeu 1,5 mil livros doados pela Universidade Federal do Acre e integra o programa Presídios Leitores, que promove leitura e remição de pena
A Biblioteca da Unidade Penitenciária do Juruá, Manoel Neri da Silva, em Cruzeiro do Sul, foi reinaugurada nesta sexta-feira, 28, durante uma ação do programa Presídios Leitores, desenvolvido pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Polícia Penal, Universidade Federal do Acre (Ufac) e Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
A solenidade contou com a participação do presidente do Iapen e da Polícia Penal do Acre, Leandro Rocha; do juiz Elielton Zanoli, da 2ª Vara Criminal de Cruzeiro do Sul e responsável pela Corregedoria do Presídio; do diretor de Ressocialização do Iapen e Polícia Penal, André Vinício; da professora da Ufac Zeza Moraes; do diretor da Unidade Penal Manoel Neri da Silva, Elves Barros; da representante da Divisão de Educação Prisional do Iapen, Margarete da Frota; além de escritores, servidores das instituições e pessoas privadas de liberdade que participam do projeto.
A biblioteca recebeu 1,5 mil livros doados pela Universidade Federal do Acre, que serão utilizados para fortalecer as atividades de leitura desenvolvidas dentro da unidade prisional.
Criado há cinco anos, o programa Presídios Leitores tem como objetivo estimular o hábito da leitura entre as pessoas privadas de liberdade, ampliar o conhecimento, desenvolver o senso crítico e proporcionar novas perspectivas de vida para além do ambiente prisional.
Atualmente, aproximadamente 282 pessoas privadas de liberdade, entre homens e mulheres, participam do programa. Para ingressar na iniciativa, é necessário atender a alguns critérios, como manter bom comportamento, não ter sofrido sanção administrativa e demonstrar interesse em participar.
Além de contribuir para a formação dos leitores, o projeto também possibilita a remição de pena pela leitura. Conforme as regras aplicáveis ao programa, cada participante pode ler até 12 livros por ano. Após a leitura, é necessário produzir um resumo da obra, que passa por avaliação. Quando o participante alcança a pontuação mínima exigida, são concedidos quatro dias de remição de pena por livro, podendo chegar a 48 dias de redução da pena ao ano para quem cumprir a meta anual.

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