ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Construção e indústria de alimentos concentram 73,2% da economia industrial do Acre

A construção civil e a indústria de alimentos respondem juntas por 73,2% do Produto Interno Bruto industrial do Acre, segundo o Perfil da Indústria nos Estados, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A construção representa 43,9% da economia industrial acreana, enquanto a produção de alimentos participa com 29,3%. Na sequência aparecem os serviços industriais de utilidade pública, com 14,7%, a indústria madeireira, com 5,1%, e os minerais não metálicos, com 1,8%.
Juntos, esses cinco segmentos concentram 94,8% da atividade industrial do estado.
O levantamento mostra que o Acre possui um PIB industrial de R$ 1,9 bilhão, correspondente a 8% da economia estadual, conforme os dados de valor adicionado referentes a 2023.
Na estrutura empresarial, o estado contabilizou 1.607 estabelecimentos industriais em 2025. Desse total, 80,7% eram microempresas, com até nove empregados, e 16,7% eram pequenas empresas, com dez a 49 trabalhadores.
Apesar de representarem apenas 0,7% dos estabelecimentos, as grandes empresas concentravam 39,4% dos empregos industriais. As pequenas respondiam por 28,2%, as microempresas por 16,6% e as médias por 15,8%.
A indústria acreana empregava 18.564 trabalhadores em 2025, com salário médio de R$ 2.603,90, valor 35,1% inferior à média nacional do setor.
Segundo a CNI, a indústria de alimentos foi a atividade que mais ganhou participação na economia industrial acreana entre 2013 e 2023, com avanço de 18,1 pontos percentuais.
00000000000000000000000000000000
Acre tem retorno de 0,041% na agropecuária para cada 1% de aumento no crédito do FNO, aponta estudo da Sudam
O aumento de 1% nos financiamentos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) está associado a um crescimento estimado de 0,041% no valor agregado da agropecuária do Acre. O resultado consta de uma avaliação econômica divulgada em 2026 pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com análise de dados referentes ao período de 2002 a 2021.
O levantamento examinou a eficiência dos recursos destinados à agropecuária de Acre, Pará, Rondônia e Tocantins, considerando a capacidade dos financiamentos de ampliar a produção e melhorar o aproveitamento dos recursos disponíveis.
Na comparação entre os quatro estados, Rondônia apresentou o maior retorno marginal, com crescimento estimado de 0,063% no valor agregado agropecuário para cada aumento de 1% nos financiamentos. O Pará registrou 0,042%, seguido pelo Acre, com 0,041%, e Tocantins, com 0,037%.
A diferença entre Acre e Rondônia chegou a 0,022 ponto percentual. Em termos relativos, o retorno estimado em Rondônia foi aproximadamente 53,7% superior ao acreano.
Segundo a Fipe, os resultados indicam que o financiamento rural contribuiu para o desempenho econômico da agropecuária, mas seus efeitos variaram conforme a estrutura produtiva, as condições de infraestrutura e a capacidade dos produtores de transformar os recursos em aumento de produção.
No caso do Acre, o relatório identificou um desempenho intermediário. A avaliação relaciona esse resultado às características da agropecuária estadual, marcada pela presença de produtores familiares, menor mecanização e dificuldades logísticas.
O estudo aponta que a infraestrutura de escoamento, armazenagem e produção ainda enfrenta desafios que afetam a eficiência econômica do setor. A qualidade da matéria-prima e a necessidade de ampliar a assistência técnica também aparecem entre os fatores examinados pelos pesquisadores.
Outro resultado mostra que a eficiência técnica média da agropecuária acreana alcançou 0,83, numa escala em que o valor máximo é um. O índice ficou abaixo do Pará, com 0,89, e de Rondônia, com 0,85, mas superou Tocantins, que registrou 0,78.
A pesquisa também identificou crescimento da eficiência técnica ao longo do período analisado, associado à modernização produtiva, à difusão de tecnologias e ao aperfeiçoamento das práticas agrícolas.
De acordo com a Fipe, os resultados demonstram que a disponibilidade de crédito, isoladamente, não assegura o melhor desempenho econômico. O aproveitamento dos financiamentos depende de condições complementares, especialmente infraestrutura, tecnologia e assistência técnica.
O relatório integra o projeto de avaliação dos impactos econômicos e sociais dos recursos do FNO, contratado pela Sudam para examinar a eficiência, a eficácia e a efetividade da política de financiamento regional.
A avaliação utiliza modelos econométricos e indicadores de eficiência produtiva. O percentual de 0,041% representa uma estimativa estatística de retorno marginal, não uma taxa de juros, rentabilidade financeira ou crescimento efetivamente observado em um ano específico.
Fonte: Sudam/Fipe, Relatório Final II – 2.3, Avaliação da Eficiência Econômica da Aplicação dos Recursos do FNO no Setor Agropecuário, 2026.










