GOSPEL
Reverendo Augusto Rocha homenageia as mulheres da Igreja Quadrangular ao contar história das pioneiras

A MULHER QUADRANGULAR ACREANA: MULHERES DE FÉ, CORAGEM E LEGADO.
Uma homenagem às pioneiras que ajudaram a construir a história da Igreja do Evangelho Quadrangular no Acre e às mulheres que continuam escrevendo esse legado de fé, serviço e dedicação.
Por: Rev. Augusto Rocha
Neste dia 9 de outubro, quando celebramos o Dia da Mulher Quadrangular, prestamos uma homenagem especial às mulheres quadrangulares do Brasil e do mundo, com um olhar cheio de carinho, gratidão e reconhecimento à mulher quadrangular acreana.
A mulher quadrangular é uma mulher de fé, coragem e perseverança. É aquela que ora, trabalha, serve e acredita que os propósitos de Deus podem se realizar por meio de corações dispostos a obedecer à Sua vontade. Mesmo diante das dificuldades, encontra forças para continuar, porque compreende que sua missão vai além de si mesma: ela carrega no coração o compromisso com o Reino de Deus.
A história da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) no Acre também é uma história de mulheres. Mulheres que acreditaram, se doaram e não mediram esforços para ver essa obra crescer. Muitas vezes longe dos holofotes, sustentaram a igreja com suas orações, seu trabalho, suas contribuições e sua dedicação ao Senhor.
Recordar essas mulheres é reconhecer que nenhuma história de crescimento é construída por uma única pessoa. Por trás de cada congregação, ministério e vida alcançada, existem testemunhos de fé, renúncia, serviço e amor que merecem ser conhecidos pelas novas gerações.
MULHERES QUE AJUDARAM A CONSTRUIR OS ALICERCES DA IEQ NO ACRE
Em dezembro de 1975, com a chegada do missionário Benedito Batista da Silva, teve início uma importante etapa da história da Igreja do Evangelho Quadrangular no Acre. Ao lado dele e de outros missionários que participaram dessa trajetória, mulheres valorosas se levantaram para servir à obra de Deus.
Missionário Benedito Batista da Silva, Miss. Paulo Queiroz, Miss. Antônio dos Santos Filho, Miss. Levi Silva, Rev. Paulo Guilherme Fernandes Oliveira e Rev. Paulo Roberto de Lacerda são nomes que merecem ser lembrados quando falamos da construção e da expansão da IEQ acreana, especialmente no período de dezembro de 1975 a dezembro de 1999.
Entretanto, essa história não pode ser contada apenas pelos nomes dos homens que estiveram à frente do trabalho missionário. É necessário reconhecer também as mulheres que caminharam ao lado deles, oferecendo suas vidas, sua força e sua fé para que a Igreja do Evangelho Quadrangular se estabelecesse e crescesse em terras acreanas. Foram mulheres que compreenderam o valor de uma missão. Mulheres que acolheram pessoas, evangelizaram, intercederam, trabalharam e contribuíram para que a mensagem do Evangelho alcançasse novas vidas. Em tempos de desafios, essas pioneiras permaneceram firmes, confiando que o trabalho realizado com fé e perseverança produziria frutos. Suas histórias fazem parte de uma memória que está registrada nas páginas antigas dos jornais do Acre, aniversário do 7º ano da IEQ em solo acreano e o retorno do Miss. Antônio dos Santos Filho, que precisa ser preservada, valorizada e transmitida às próximas gerações.
AS PRIMEIRAS PIONEIRAS: MULHERES QUE JAMAIS PODERÃO SER ESQUECIDAS
Ao resgatarmos a memória da Igreja do Evangelho Quadrangular no Acre, precisamos lembrar das mulheres que estiveram presentes nos primeiros anos dessa caminhada. Entre os nomes que merecem nosso reconhecimento estão Pra. Lourdes Queiroz, esposa do missionário Paulo Queiroz; Pra. Maria Sales dos Santos, esposa do missionário Antônio dos Santos Filho; Pra. Maria de Nazaré Oliveira de Oliveira, esposa do Rev. Paulo Guilherme Fernandes Oliveira; e Pra. Inácia Lacerda, esposa do Rev. Paulo Roberto de Lacerda.
Essas mulheres fazem parte da memória que desejamos preservar ao contar a história da IEQ acreana. Seus nomes merecem ser lembrados com carinho, respeito e gratidão, como parte de uma geração ligada à construção e à expansão dessa obra.
Ao lado dos primeiros missionários, elas representam a importância da participação feminina em uma caminhada marcada pela fé, pelo trabalho e pela perseverança. Reconhecer suas contribuições também significa dar visibilidade a tantas outras mulheres que serviram de maneira discreta, oferecendo suas orações, seu tempo, suas forças e seus recursos para que a igreja continuasse avançando. Também precisamos recordar aquelas que contribuíram financeiramente, oferecendo parte do fruto de seu trabalho para ajudar a manter e desenvolver a obra. Cada contribuição, cada esforço e cada oração fizeram parte de uma construção maior.
Talvez muitas dessas mulheres nunca tenham imaginado a dimensão do legado que estavam ajudando a construir. Por isso, resgatar seus nomes e registrar seus testemunhos é uma maneira de honrar o passado e ensinar às novas gerações o valor da dedicação cristã.
Pra. Lourdes Queiroz, Pra. Maria Sales dos Santos, Pra. Maria Nazaré Oliveira de Oliveira e Pra. Inácia Lacerda. Que seus nomes sejam lembrados quando contarmos a história da mulher Quadrangular acreana!
AS PRIMEIRAS OBREIRAS ACREANAS CONSAGRADAS EM 1983
Um marco importante na história da participação feminina na obra quadrangular acreana ocorreu nos dias 8 e 9 de outubro de 1983, durante a Primeira Convenção Estadual, participação do Rev. Jorge Falkner, Rev. Jaime Paliarim, Rev. Antonio dos Santos Filho, ocasião em que, conforme os registros e relatos históricos a serem preservados, foram consagradas algumas das primeiras mulheres acreanas para o ministério Quadrangular.
Recordamos, com carinho e gratidão, os nomes dessas obreiras: Ângela Maria de Lima Oliveira, Antonieta Lopes de Morais, Albertina Silva de Souza, Edith Araújo Ferreira, Ingeltrina Gomes de Carvalho, Leonildes Queiroz de Melo, Luzia Souza de Lima, Lorena Tomas Medeiros, Maria do Carmo Almeida Cavalcante, Maricilda Araújo Barrozo, Mara Ilza Marinho, Maria Tereza da Silva Alexandre, Marlene da Costa Cavalcante, Miralda Souza Lima Guerreiro, Maria Abadia do Nascimento, Nair Roberto do Nascimento, Maria Aurides do Rogo Silva, Maria Afonsina Correia, Marília Santos do Nascimento, Elizabete Felisberto da Silva e Zenilda Carvalho de Andrade.
Essas mulheres representam uma parte preciosa da memória histórica da IEQ acreana. Seus nomes precisam ser preservados e transmitidos às novas gerações, para que o trabalho realizado por aquelas que vieram antes de nós jamais seja esquecido.
A consagração dessas obreiras simboliza uma etapa significativa de uma caminhada marcada pela fé, pela disposição de servir e pelo compromisso com a expansão do Evangelho. Cada uma delas faz parte de uma história que merece ser contada com respeito e responsabilidade.
Ao recordarmos essas mulheres, não estamos apenas mencionando nomes de uma lista. Estamos reconhecendo vidas que se colocaram à disposição de Deus e que integram a memória ministerial da igreja em nosso estado.
Que essa relação seja preservada nos registros históricos da IEQ acreana e que outras informações, fotografias e testemunhos possam enriquecer ainda mais o conhecimento sobre a trajetória dessas pioneiras.
AS PRIMEIRAS DIACONISAS: GUERREIRAS DO CLAMOR, DA ORAÇÃO E DO TRABALHO
Não podemos deixar de lembrar também das primeiras diaconisas, servas e pregadoras da nossa gloriosa Igreja do Evangelho Quadrangular acreana.
Entre elas, destacamos: Nair Roberto do Nascimento, Raimunda das Neves, Maria Sonia Silva do Nascimento, Maria Aurides Rogo da Silva, Maria Creuza Ferreira Mota dos Santos, Maria Alice, Geotrina, Armênia, Iracema, Ercília, Deusdete, Maria Eurides Gadelha Cavalcante, Maria Gorete do Nascimento e Leontina Pereira Gusmão, mulheres lembradas por sua dedicação à obra do Senhor.
Foram e continuam sendo mulheres de oração, perseverança e serviço, verdadeiras guerreiras do clamor, que se dedicaram à igreja com amor e disposição. Seu trabalho nos recorda que a construção de uma comunidade cristã exige muito mais do que palavras: exige joelhos dobrados em oração, mãos dispostas a trabalhar e corações comprometidos com Deus e com o próximo.
A diaconia representa um ministério de serviço, cuidado e dedicação. Na caminhada da igreja, as mulheres que assumiram essa responsabilidade contribuíram para o fortalecimento da comunidade cristã, colocando seus dons e talentos a serviço do próximo. Por isso, não podemos permitir que a memória dessas diaconisas e pregadoras se perca com o passar dos anos. Seus nomes precisam ser lembrados com respeito e gratidão, assim como os de tantas outras mulheres que serviram fielmente, mesmo quando seu trabalho não recebia grande visibilidade.
Se a Igreja do Evangelho Quadrangular chegou até aqui, foi também graças à dedicação dos pioneiros missionários, das primeiras pastoras, das obreiras, das diaconisas e de tantas mulheres que trabalharam incansavelmente para que essa obra continuasse avançando no Acre.
Honrar essas mulheres é reconhecer que a história da igreja também foi construída por mãos que serviram, por corações que acreditaram e por vidas que permaneceram firmes na missão.
AIMÉE SEMPLE MCPHERSON: A FUNDADORA QUE MARCOU A HISTÓRIA QUADRANGULAR
Ao falar da mulher quadrangular acreana, é importante recordar a mulher que deu início à história da Igreja do Evangelho Quadrangular: Aimée Semple McPherson (1890–1944), fundadora da denominação. Sua trajetória de fé, liderança e dedicação à pregação do Evangelho marcou a história do movimento Quadrangular. Em uma época em que as mulheres enfrentavam barreiras para exercer a liderança religiosa, Aimée se destacou por sua atuação ministerial e pelo uso de diferentes meios de comunicação para anunciar a mensagem cristã.
Em 1923, inaugurou o Angelus Temple, em Los Angeles, nos Estados Unidos, que se tornou um importante centro de evangelização e da expansão da mensagem quadrangular. Sua história nos convida a refletir sobre a participação feminina na liderança religiosa e na missão cristã. Com determinação e visão ministerial, Aimée construiu uma trajetória que inspirou outras mulheres a reconhecerem seus dons e a se colocarem à disposição de Deus.
Esse legado se conecta à caminhada das mulheres quadrangulares brasileiras e, de maneira especial, à história daquelas que contribuíram para o desenvolvimento da igreja no Acre.
Assim como Aimée respondeu ao chamado de Deus em sua geração, as pioneiras acreanas também aceitaram o desafio de servir, trabalhar e contribuir para o crescimento da obra em nossa terra. As primeiras missionárias, obreiras, pastoras e diaconisas escreveram seus próprios capítulos dessa história, enfrentando os desafios de seu tempo e deixando um legado de fé e perseverança. Da história de Aimée Semple McPherson às pioneiras acreanas, e das pioneiras às mulheres Quadrangulares de hoje, encontramos uma trajetória marcada pela fé, pela coragem e pelo compromisso com o Reino de Deus.
Conhecer essa história é compreender que o legado Quadrangular foi construído por diferentes gerações e que cada uma delas tem sua importância na continuidade dessa missão.
ÀS MULHERES QUADRANGULARES DE HOJE: A HISTÓRIA CONTINUA!
Se temos motivos para olhar para o passado com gratidão, também temos motivos para olhar para o presente com esperança.
Às mulheres quadrangulares da atualidade — pastoras, missionárias, diaconisas, líderes, intercessoras, professoras, evangelistas e a todas as irmãs que se dedicam à obra do Senhor, deixamos nossa homenagem e nosso reconhecimento. Vocês são a continuidade de uma história que começou com fé e perseverança. São mulheres que assumem responsabilidades, lideram ministérios, cuidam de famílias, acolhem pessoas, anunciam o Evangelho e trabalham para que a Igreja do Evangelho Quadrangular continue cumprindo sua missão: Jesus Salva, Jesus Batiza com o Espirito Santo, Jesus Cura e Jesus Breve Voltará.
Cada mulher que ora por sua igreja, ensina uma criança, visita uma família, ajuda uma pessoa necessitada, evangeliza nas ruas ou contribui para a manutenção da obra participa da construção dessa história. Talvez nem todas conheçam os nomes das primeiras mulheres que serviram à IEQ acreana. Talvez nem todas saibam quantas orações foram feitas e quantos sacrifícios foram necessários para que a igreja chegasse até aqui. Muitas delas já estão na glória com o Senhor. Por isso, preservar essa memória é tão importante: para que as novas gerações compreendam que receberam um legado precioso e que têm a responsabilidade de fazê-lo florescer.
À mulher quadrangular de hoje, nosso muito obrigado! Que sua fé permaneça firme, que suas forças sejam renovadas e que seu trabalho continue produzindo frutos para a glória de Deus.
UMA HISTÓRIA DE MULHERES QUE NÃO OLHARAM PARA TRÁS
Ao recordarmos o período de dezembro de 1975 a dezembro de 1999, reconhecemos a importância dos primeiros missionários e de todos aqueles que participaram da expansão da Igreja do Evangelho Quadrangular no Acre. Reconhecemos, de maneira especial, as mulheres que estiveram de mãos dadas nessa caminhada. Elas enfrentaram desafios, semearam com fé e trabalharam para que outras gerações encontrassem uma igreja estabelecida e uma obra em desenvolvimento. Foram mulheres que plantaram sementes sem saber exatamente quando colheriam os frutos. Permaneceram firmes, acreditando que o trabalho realizado para o Senhor teria continuidade.
Hoje, quando olhamos para a presença e a atuação da Igreja do Evangelho Quadrangular no Acre, devemos lembrar que essa caminhada também foi sustentada pelo esforço de mulheres que merecem ser honradas. Que os nomes de Lourdes Queiroz, Maria Sales dos Santos, Maria de Nazaré Oliveira de Oliveira e Inácia Lacerda, juntamente com os das primeiras obreiras consagradas e das primeiras diaconisas, sejam lembrados nas celebrações, nos registros históricos e no coração da igreja.
Que nenhuma pioneira seja esquecida. Que nenhuma história de dedicação seja tratada como insignificante. Que cada mulher que contribuiu para essa obra receba o devido reconhecimento.
Preservar a memória das pioneiras é mais do que recordar o passado: é fortalecer a identidade da igreja, valorizar suas raízes e inspirar o futuro.
NOSSA GRATIDÃO À MULHER QUADRANGULAR DO BRASIL E DO MUNDO
Neste 9 de outubro, data em que celebramos o Dia da Mulher Quadrangular, nossa homenagem se estende às mulheres Quadrangulares do Brasil e do mundo, que, em diferentes lugares e realidades, permanecem comprometidas com a missão da igreja. Recordamos Aimée Semple McPherson e todas as mulheres que, ao longo da história, colocaram seus dons e talentos a serviço do Evangelho Quadrangular.
Às pioneiras que já partiram, nossa eterna gratidão e nossa memória respeitosa. Àquelas que permanecem entre nós, nosso carinho, nossa honra e nosso reconhecimento. Às mulheres que estão chegando, nosso incentivo para que conheçam suas raízes, valorizem essa história e continuem escrevendo novos capítulos de fé e dedicação.
Mas hoje, nosso abraço tem um endereço muito especial: a mulher quadrangular acreana!
Que cada mulher saiba que sua dedicação tem valor, que seu serviço faz diferença e que sua participação na vida da igreja merece ser reconhecida.
CONCLUSÃO: O LEGADO PERMANECE!
A mulher quadrangular acreana é símbolo de fé, coragem, serviço e perseverança. Sua história foi construída com oração, trabalho, contribuição e compromisso com a obra de Deus. Ela esteve presente nos primeiros passos da Igreja do Evangelho Quadrangular no Acre e continua presente nos desafios do tempo atual. Ontem, como hoje, mulheres se levantam para servir ao Senhor e fazer a diferença na vida de outras pessoas. Que jamais nos esqueçamos das primeiras missionárias, das primeiras obreiras consagradas, das diaconisas e de todas as mulheres que deram o melhor de si para que essa obra crescesse. Que seus exemplos sejam inspiração para as gerações presentes e futuras.
Aos primeiros missionários, nossa homenagem. Às mulheres que caminharam ao lado deles, nossa eterna gratidão. Às mulheres que hoje dão continuidade a essa missão, nossas felicitações e nosso incentivo. Que Deus continue fortalecendo a mulher quadrangular do Acre, do Brasil e do mundo. Que nunca faltem mulheres dispostas a orar, trabalhar, contribuir, liderar e servir.
Porque uma igreja que reconhece suas pioneiras honra suas raízes, fortalece seu presente e prepara suas futuras gerações.
Feliz Dia da Mulher Quadrangular!
Viva a mulher Quadrangular! Viva a mulher Quadrangular acreana!
Mulheres de fé, mulheres de coragem, mulheres de oração. Mulheres que não olharam para trás e que continuam de mãos dadas, construindo uma história para a glória de Deus!
Dr. Augusto Rocha
Esp. em Gestão Pública, Gestão Hospitalar, Sociologia na educação e Teologia Cristã e estudo Bíblico avançado











