RAIMUNDO FERREIRA
Colunista professor Raimundo Ferreira, escreve sobre o assunto do momento II

ASSUNTO DO MOMENTO II
Escrever sobre qualquer coisa e sobre as mais variadas temáticas é algo que já exercemos há bastante tempo, sem maiores preocupações com a maneira como os leitores recebem e poderão avaliar os conteúdos. Quem sabe escrever e narrar, em muitos casos até melhor do que nós, não sei se por insegurança ou medo de se expor, prefere se recolher e, às vezes, quando aparece, é apenas para lançar algumas farpas.
A verdade é que quem se atreve a exercer essa atividade precisa ter desprendimento e coragem; do contrário, desiste diante da primeira crítica que receber. Quem se propõe a comentar os acontecimentos ao seu redor precisa estar consciente de que cada evento que surge e cada descrição que nos propomos a fazer poderão resultar em uma narrativa simpática a alguns interessados e contrária aos interesses de outros. E, mesmo que o cronista não tenha culpa de coisa alguma, nem exerça qualquer influência sobre as possíveis consequências do evento, o escriba poderá, perfeitamente, ser achincalhado.
No momento pelo qual estamos passando, por exemplo, tudo aquilo que possamos relatar e opinar sobre essa disputa política, especialmente em relação ao cargo majoritário, poderá, devido aos ânimos acirrados, despertar reações de um espectro ou de outro. Poderão, perfeitamente, lançar-nos ofensas pessoais e, de certa forma, tentar nos qualificar de acordo com o próprio entendimento, afirmando que estamos defendendo e até militando em favor de um dos lados, conforme determinar a sua própria intuição.
O momento é delicado, mas já estávamos com a mente borbulhando e sentindo a necessidade de dizer alguma coisa. Vamos ao segundo turno com muita cautela, colocando as barbas de molho, não colocando a mão no fogo e, mantendo-se atento ao ponto das línguas que se encontram expostas à lareira, pois, no primeiro turno, o que mais foi constatado foram as línguas queimadas.









