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Custo da construção no Acre sobe 7,11% em 2026 e já supera em 17% a média nacional

O Acre continua entre os estados mais caros do país para construir. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o custo da construção civil no estado chegou a R$ 2.281,15 por metro quadrado em maio, valor 16,8% superior à média nacional, estimada em R$ 1.953,08. Embora o reajuste mensal no Acre tenha sido de apenas 0,12%, abaixo da taxa brasileira de 0,36%, o estado acumula alta de 7,11% no ano e de 10,04% nos últimos 12 meses — índices muito acima dos registrados no país.
O levantamento do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) revela um cenário de contraste. Enquanto o Brasil acumula aumento de 3,26% nos cinco primeiros meses de 2026 e de 6,93% em 12 meses, o Acre praticamente dobrou o ritmo nacional no acumulado do ano e apresenta uma inflação da construção 44,9% superior à média brasileira no período de 12 meses.
Entre os estados da Região Norte, o Acre aparece com o maior custo por metro quadrado, superando Rondônia (R$ 2.123,43), Roraima (R$ 2.114,88) e Tocantins (R$ 2.013,21). O valor registrado no estado também é 14% superior à média regional, que ficou em R$ 2.000,84.
Apesar do elevado custo acumulado, o avanço mensal dos preços no Acre foi um dos menores do país em maio, com variação de apenas 0,12%. Na comparação nacional, somente Maranhão (0,02%), Minas Gerais (0,03%), Rondônia e Amapá (0,07%), Ceará (0,10%) e Piauí (0,00%) apresentaram resultados mais baixos.
No cenário brasileiro, o Índice Nacional da Construção Civil desacelerou em maio, passando de 0,72% em abril para 0,36%. O custo médio nacional aumentou de R$ 1.946,09 para R$ 1.953,08 por metro quadrado, sendo R$ 1.104,59 referentes aos materiais e R$ 848,49 à mão de obra.
A alta dos materiais de construção foi de 0,53% no país, abaixo dos 0,83% registrados em abril. Já a mão de obra apresentou crescimento de apenas 0,14%, desacelerando em relação ao mês anterior, quando havia avançado 0,57%.
No acumulado de 2026, os materiais registram alta de 2,44%, enquanto a mão de obra acumula elevação de 4,34%. Em 12 meses, os custos com materiais aumentaram 5,01%, mas os gastos com mão de obra tiveram avanço bem mais expressivo, chegando a 9,56%.
Regionalmente, a Região Sul liderou a alta mensal em maio, com variação de 0,44%, seguida pelo Nordeste e Centro-Oeste, ambos com 0,39%. A Região Norte, onde está inserido o Acre, registrou alta média de 0,33%.
A Bahia apresentou a maior variação mensal entre todas as unidades da federação, com avanço de 0,92%, impulsionada principalmente pelo aumento no custo dos materiais de construção.
Os dados reforçam um desafio histórico enfrentado pelo Acre: construir no estado continua significativamente mais caro do que na maior parte do país. Questões logísticas, dependência de insumos vindos de outras regiões e custos operacionais elevados ajudam a explicar por que o metro quadrado acreano permanece entre os mais caros do Brasil.
Mesmo com uma desaceleração pontual em maio, o acumulado de 7,11% em 2026 e os 10,04% registrados em 12 meses mostram que a pressão sobre o setor da construção civil permanece intensa no Acre. Para consumidores, empresas e gestores públicos, isso significa obras mais caras, necessidade de revisão de orçamentos e maior atenção ao planejamento financeiro de novos empreendimentos.












