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CULTURA

‘Festival Fartura Gastronomia Du Brasil’ terá participação de mais de 120 Chefs de todos os Estados nas cinco regiões do país

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Para celebrar a gastronomia brasileira e o início da retomada do setor, o Projeto Fartura – Gastronomia do Brasil realiza, pelo segundo ano consecutivo, o Festival Fartura Gastronomia Du Brasil. Entre 16 e 24 de outubro, uma programação híbrida reúne jantares presenciais com 120 chefs de todos os estados brasileiros cozinhando simultaneamente em restaurantes de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém, Brasília e Fortaleza. Além de mais de 100 atrações virtuais com aulas, dicas, receitas, shows e artes cênicas.

“Esta é uma edição ambiciosa para o Projeto Fartura em que, ao mesmo tempo, receberemos 27 chefs de cada estado brasileiro e do Distrito Federal em São Paulo cozinhando com anfitriões paulistas. Nas outras cinco capitais, receberemos chefs de diversas regiões do país que cozinharão com os anfitriões locais de cada cidade. E ainda temos a programação online para que qualquer pessoa, em qualquer cidade, possa acompanhar”, comenta Rodrigo Ferraz, diretor do projeto.

Nomes como Renata Vanzetto, Carla Pernambuco, Onildo Rocha, Mara Salles, Rodrigo Oliveira, João Diamante, Morena Leite, Thiago Castanho, Manu Buffara, André Saburó, Fabricio Lemos, Thomas Troisgros, Pedro Franco, César Santos, e muitos outros estão entre os convidados.

“É a primeira vez que um evento de gastronomia chega a este patamar e estamos orgulhosos de conseguir levar a gastronomia tão longe”, completa Ferraz.

O Festival Fartura Gastronomia Du Brasil é realizado pelo projeto Fartura – Gastronomia do Brasil, conta com patrocínio da Claro, Gasmig, Stella Artois e Cedro Mineração, copatrocínio de Descubra Ceará + Governo do Ceará, apoio da Unilever Food Solutions, Verdemar, Tônica Antarctica, Wals, Mercadinho São Luiz, parceria cultural do Sesc em Minas, parceria educacional Senac Ceará e Senac em Minas e colaboração de Eco Diagnóstica + Centerlab.

PROGRAMAÇÃO PRESENCIAL

São Paulo

Os Festivais Fartura em São Paulo sempre foram grandiosos, reunindo atrações de todo o Brasil. Desta vez não será diferente, um representante de cada estado brasileiro desembarca na capital paulista para cozinhar com chefs locais. Serão jantares desenvolvidos a quatro ou seis mãos, promovendo a troca de experiências e sabores. Participam grandes nomes, como:

20/10

  • Renata Vanzetto, do Ema (SP), Millena Barros, do Viella Pizzeria (TO), e Pedro Bagattoli, do Restaurante Catarinense (RO);

21/10

  • Carla Pernambuco, do Carlota Bistrô (SP), Onildo Rocha, do Cozinha Roccia (PB) e Martina Caminha, do Chez Martina Bistrô (AM);
  • Mara Salles, do Tordesilhas (SP), Edinho Engel, do Restaurante Manacá (SP) e a cruzeirense Izanelda Magalhaes do Jannu’s Bistrô (AC);
  • Alex Sandro da Silva, do Tasca da Esquina (SP) e Cristóvão Laruça, do Caravela (MG).
  • Tassia Magalhães, do Nelita (SP) e Dan Duarte, do Dona Divina (SE);

22/10

  • Rodrigo Oliveira, do Balaio (SP), Flavio Trombino, do Xapuri (MG) e João Diamante, do Projeto Diamantes na Cozinha (RJ);
  • Morena Leite, do Capim Santo (SP), Thiago Castanho, do Bayuca (PA), e Manu Buffara, do Manu (PR);
  • Luiz Felipe Souza, do Evvai (SP), Dedê Cesco (MS) e Geane Gomes Nunes (AP);
  • Checho Gonzales, do Mescla (SP), Junior Marinho, do Juá (GO), e Alessandro Eller (ES);
  • Felipe Schaedler, do Banzeiro (SP), André Saburó, do Quina do Futuro (PE), e Lia Quinderé, da Sucre (CE);
  • Manuelle Ferraz, do A Baianera (SP), Danilo Dias, do Flor de Vinagreira (MA) e Marcelo Cotrim, do Cotrim Gastronomia (MT);
  • Victor Dimitrow, do Peti (SP), Sergio Jucá (AL) e Lira Muller, do Delira Praia (PI);
  • Marcelo Corrêa Bastos, do Lobozó (SP), Marcelo Petrarca, do Bloco C (DF), e Antonio Costaguta, do El Topaddor (RS);
  • Janine Vieira, do Jesuíno Brilhante (SP), Hélio Araújo (RR), Adriana Lucena (RN);

23/10

  • Alberto Mori, Kurâ (SP), Fabricio Lemos, do Origem (BA), e Alysson Muller, do Rosso (SC);

Belo Horizonte

Na capital mineira, foram escolhidos cinco restaurantes que trazem diferentes leituras da gastronomia do estado: Nuuu, Casa da Agnes, O Jardim, Olga Nur e Cozinha de Santo Antônio. Neles, o público poderá experimentar pratos criados com chefs do Recife, Cuiabá, Rio de Janeiro, Pelotas e Belém. São eles:

21/10

  • Caio Soter, do O Jardim (MG) e Thomas Troisgros, do Le Blond (RJ);
  • Rodrigo Viana, do Olga Nur (MG) e Márcio Ávila, do Bistrô Pelotence (RS);

23/10

  • Guilherme Melo, do Nuuu (MG) e Pedro Godoy, do Arvo Restaurante (PE);
  • Agnes Farkasvolgyi, do Casa da Agnes (MG) e Ariani Malouf, do Mahalo (MT);
  • Ju Duarte, do Cozinha Santo Antônio (MG) e Daniela Martins, do Lá em Casa (PA);

Fortaleza:

Enquanto não pode voltar à Praça das Flores com o evento presencial e com a energia que só Fortaleza tem, o Festival Fartura será realizado em cinco restaurantes. Os anfitriões do Ceará recebem grandes nomes de Norte a Sul do país:

22/10

  • Ivan Prado, do Mayu (CE) e Pedro Franco, do Tereze (RJ);

23/10

  • Marina Araújo, Chamego (CE) e Diogo Sabião, do Niá (RO);
  • Rafael Martins, do Illa Mare (CE) e André Castro, do Authoral (DF);
  • Van Régia, do Culinária da Van (CE) e Artur Dornelles, do Alegrete (RS);
  • Marco Gil, do Mangue Azul (CE) e Américo Piacenza, do Cantina Piacenza (MG);

Brasília:

Os nomes da gastronomia que mais se destacaram em Brasília nos últimos anos estão na seleção do Festival Fartura e a troca será imperdível, com chefs que fazem uma cozinha fora do lugar comum. São eles:

22/10

  • Marco Espinoza, do Sagrado Mar (DF) e Giovanna Grossi, do Animus Restaurante (SP);
  • Luiza Jabour, do Almeria (DF) e Henrique Gilberto, da Cozinha Tupis (MG);

23/10

  • Diego Brada, do Conca (DF) e Ricardo Dornelles, do A Firma Bar (RS);
  • Ronny Peterson, do Aroma (DF) e Diego Freire, do Tríade (CE);
  • Thiago Paraíso, do Ouriço (DF) e Deocleciano Brito, (AC);

Porto Alegre:

Os restaurantes Dry Moments, Capincho, Hashi, Mandarinier e Eat Kitchen serão as bases do Festival Fartura em Porto Alegre e receberão chefs convidados de Tiradentes, Brasília, Rio de Janeiro, Icaraí e Belém. Participam:

21/10

  • Vinicius Braun, do Dry Moments (RS) e Rafael Pires, do Mia Restaurante (MG).
  • Carlos Kristensen, do Hashi (RS) e Pedro Siqueira, do Puro (RJ).

22/10

  • Leonardo Magni, do Mandarinier (RS) e Léo Gonçalves, do Uru (CE);
  • Raphael Dittrich e Gabriela Zilio, do Restaurante Eat Kitchen (RS) e Thyago Guarany, do Mirakuru Street Food (PA).

23/10

  • Marcelo Schambeck, do Capincho (RS) e Gil Guimarães, do Casa Baco (DF).

Belém:

O Festival Fartura conta os dias para voltar a receber o público paraense na Estação das Docas. Mas, esta edição também será especial em cinco restaurantes da cidade. O intercâmbio entre chefs promete experiências inesquecíveis. São eles:

21/10

  • Paulo Anijar, do Santa Chicória (PA) e Caetano Sobrinho, do Caê (MG);

22/10

  • Saulo Jennings, da Casa do Saulo (PA) e César Santos, do Oficina do Sabor (PE);
  • Prazeres Quaresma, do Saldosa Maloca (PA) e Ian Baiocchi, do Iz (GO);

23/10

  • Roberto Satoshi, do Sushi RO (PA) e Murakami, do Murakami (SP);
  • Nazareno Alves, do Point do Açaí (PA) e Vania Krekniski, do Limoeiro (PR).

FARTURA DE AMOR

As ações solidárias são uma marca registrada do Projeto Fartura. O Fartura de Amor já é consolidado há diversas edições envolvendo chefs, público e a comunidade em prol de causas importantes. Nesta edição, os chef cozinham juntos e as refeições serão doadas a quem mais precisa.

PROGRAMAÇÃO ONLINE

Durante os nove dias de Festival, o site da Plataforma Fartura (farturabrasil.com.br) reúne diversos conteúdos, que contribuem para a cultura gastronômica do público e trazem entretenimento, com grandes shows e diversas atrações cênicas. Confira a seguir a programação:

MERCEARIA FARTURA

A Mercearia Fartura também abrange todo o território nacional, com produtos à venda de pequenos produtores em uma vitrine virtual. São mais de 50 produtores e juntos eles refletem a riqueza da culinária brasileira.

CONHECIMENTO GASTRONÔMICO

A gastronomia como negócio também é tema do Festival, com personalidades contando suas experiências e cases de sucesso neste setor em cada capital onde acontece o evento. Grandes nomes da gastronomia irão apresentar aulas gratuitas e on-line abordando suas especialidades na cozinha. Além disso, cerca de 20 chefs participantes compartilham conhecimento por meio de dicas úteis em vídeos curtos, com orientações preciosas sobre seu dia a dia na cozinha, além de curiosidades e conceitos gastronômicos. Nomes como Agnes Farkasvolgyi, Caio Soter, Ariani Malouf, Adriano Vilhena (Senac) e Mauro de Paula (Senac) dividem suas experiências e receitas.

CULTURA

Gastronomia combina com boa música e momentos de descontração. Para complementar a programação, o evento, que sempre busca incentivar e propagar a cultura, conta com 50 shows musicais, com grandes nomes nacionais e locais, todos online, para serem assistidos pelo público. A programação conta com nomes como Kiko Freitas Trio (Porto Alegre), BB Kramer (São Paulo),      Alessandro Penezzi (São Paulo),  Cainã Cavalcante (Ceará), Samuel Rocha Quinteto (Fortaleza) e Instrumental Picumã (Porto Alegre). Além disso, serão 18 apresentações teatrais, também contemplando todas as regiões do Brasil. A curadoria artística do evento é feita em parceria com o SESC em Minas. Por meio de um QR Code disponível durante toda a transmissão, o público poderá fazer doações para o programa Mesa Brasil.

SERVIÇO:

Festival Fartura Gastronomia Du Brasil

Data: 16 a 24 de outubro

Programação presencial: Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Fortaleza, Belém e Porto Alegre.

Programação online: www.farturabrasil.com.br

OBS.: toda a programação fica disponível no site, que redireciona o conteúdo de acordo com a plataforma (Instagram, Youtube, e-commerce etc.).

Mais informações:

Instagram.com/FarturaBrasil

Facebook.com/FarturaBrasil

SOBRE A PLATAFORMA FARTURA – GASTRONOMIA DO BRASIL

O Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes faz parte da Plataforma Fartura – Gastronomia do Brasil, que tem o objetivo de mapear o caminho do ingrediente, da sua origem até o prato, a fim de disponibilizar conhecimento ao público – em forma de conteúdo e experiência – e criar conexões entre os integrantes dessa cadeia. A Plataforma Fartura consiste em:

Expedições Fartura: viagens que já percorreram mais de 90,5 mil km em todo o território nacional levantando as histórias, personagens, ingredientes e receitas. Foram 276 cidades visitadas e cerca de 650 fontes entrevistadas.

Conteúdo gastronômico: o conhecimento é disponibilizado no site e redes sociais, premiados vídeos e livros, programas de rádio e em projetos customizados.

Festivais Fartura: a celebração do projeto são os festivais, nos quais há o encontro entre produtores, chefs e estudiosos da gastronomia com o público. Os eventos acontecem em nove cidades: Belém, Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Tiradentes, Belo Horizonte, Conceição do Mato Dentro, Fortaleza e Lisboa. Até 2019, os festivais receberam mais de 850 mil pessoas, que se deliciaram com os mais de 2 milhões de pratos servidos. Além disso, foram 3.300 atividades gastronômicas e 1.265 apresentações culturais. Em 2020, ocorreu a primeira edição do Fartura Digital Belo Horizonte, com uma audiência de 7 milhões de pessoas; o Festival Cultura e Gastronomia PRÓ-Tiradentes, com audiência de mais de 6 milhões de pessoas e o Festival Fartura Du Brasil, simultâneo em São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre, Belém, Belo Horizonte e Brasília, com uma audiência de 9 milhões de pessoas. Em setembro de 2021 o Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes reuniu cerca de 20 mil pessoas na cidade histórica, com ações pontuais presenciais, mostrando um movimento importante de retomada.

Com informações Voz do Norte.

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CULTURA

Produção acreana concorre à premiação do Festival do Rio de Janeiro

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Agência AC

Centelha é um curta produzido pelo cineasta Renato Vallone e protagonizado pelo ator Cléber Barros, com a participação especial de Karine Guimarães. A produção foi exibida pela primeira vez no Cine Teatro Recreio, no dia 26 de agosto. As duas foram cabines de exibição para convidados. Centelha se encaixa na categoria “Novos Rumos”, que é uma mostra destinada para novas linguagens e experimentos. O Festival do Rio ocorre do dia 9 ao dia 19 e as exibições do Centelha nos dias 16 e 18 de dezembro.

A obra está concorrendo à premiação no Festival do Rio de Janeiro, que inicia no dia 9 de dezembro e vai até o dia 19 de dezembro. O Festival é um dos maiores da América Latina. A atividade está retomando sua programação após quase dois anos, cumprindo todos os protocolos de segurança contra a Covid-19.

Obra está concorrendo à premiação no Festival do Rio de Janeiro, que inicia no dia 9 de dezembro e vai até o dia 19 de dezembro Imagem: Divulgação.

SinopseDelírio da fome de um homem que incorpora, no decorrer de um ritual ancestral, os demônios de um país doente. Casa e homem tornam-se testemunhos vivos da história. Santuário ou quartel general, as transformações afetam tudo ao redor e provocam a “fúria do céu”. O protagonista possui características marcantes como, por exemplo, o fato de ser um anarquista subversivo. Cria cachorros e gatos que são a sua única companhia. Na sua solidão, busca a cura para todos os males através dos devaneios que tem, até que certo dia algo diferente acontece e muda sua perspectiva.

O diretor Renato Vallone com o ator e diretor Cléber Barros. Foto: Arquivo pessoal.

Sobre a obra

O curta de 27 minutos é editado em P&B, fazendo uma crítica às ruínas do país, e emerge das faíscas da humanidade, embora o protagonista esteja vivendo a miserabilidade de um país órfão. O diretor Renato Vallone é um cineasta do Rio de Janeiro, nascido no bairro da Pavuna e, de acordo com sua vivência, “Centelha é o vazio de um personagem que trás dentro de si um retrato social. Apresenta uma manhã cinzenta que nos assola, a qual, para o cineasta, todos os brasileiros vivem nesse momento”, explica.

Making of do curta Centelha. Foto: Arquivo pessoal.

Sobre o ator

Dramaturgo, ator, diretor e formado em Cenografia pela Universidade de Macerata, na Itália, Cléber Barros é professor de teatro há 37 anos na Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). Foi coordenador do setor de comunicação e radiodifusão. Nascido no Seringal Campinas, aos 13 anos foi para o Rio de Janeiro, onde realizou seu primeiro trabalho de teatro em uma peça dirigida por Maria Clara Machado, criadora do Teatro Tablado. São 61 anos de teatro pelo mundo. Cléber já esteve de norte a sul do Brasil, mas também na Inglaterra, França e vários outros países da Europa. Participou da série “De Galvez a Chico Mendes”, escrita por Glória Peres. Centelha é seu trabalho mais recente.

Making of do curta Centelha. Foto: Arquivo pessoal.

Confira a programação

16/12 (quinta-feira), às 19h : Sessão de gala para convidados, no Cinépolis Lagoon – Av. Borges de Medeiros, 1424, Lagoa.

18/12 (sábado), às 15h: Sessão para público com debate, no Estação Net Rio – R. Voluntários da Pátria, 35, Botafogo.

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CULTURA

Em Rio Branco, primeira Feira Livre Canal das Artes busca visibilidade à economia criativa local

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Por assessoria

Com a proposta de oportunizar espaço à economia criativa na cidade de Rio Branco (AC), a primeira edição da Feira Livre Canal das Artes ocorre no sábado, 11 de dezembro, na praça da Casinha Ocupação Cultural, localizada na Rua Granada, N° 50, no bairro Mascarenhas de Moraes. A programação se estende por todo o dia, no horário das 9h às 17h.

A Feira resulta do projeto proposto por Patrícia Helena Costa, artista popular e produtora cultural, aprovado no edital nº 007 de Produção e Eventos Consolidados, do Governo do Estado do Acre por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), com recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc.

A economia criativa na Feira Livre Canal das Artes está direcionada à sustentabilidade de artistas que não possuem locais para divulgação e exposição de seus trabalhos e enfrentam dificuldades de se manter enquanto artistas independentes, visto a falta de investimentos e valorização desta classe, que se agrava em tempos de pandemia e de outras crises que afetam o Brasil.

Durante a Feira, diversos trabalhos artísticos ficarão expostos em cerca de 20 barracas. A programação também conta com intervenções de artes visuais, música, teatro, Slam, artes circenses, danças e outras expressões culturais que se estenderão pela área do Parque da Maternidade até o teatro de arena próximo à Casinha Ocupação Cultural.

De acordo com Patrícia Helena Costa, as intervenções em praça pública com essa pluralidade de expressões culturais, garantem visibilidade a quem vive da arte em Rio Branco (AC) e tem a Casinha Ocupação Cultural como referência para a continuidade dos seus projetos. “Estamos nessa luta unindo a classe artística para seguirmos transformando essa praça e esse espaço num ativo cultural, gerando a tão sonhada Economia Criativa”, explica a organizadora da Feira.

Cidade Criativa

Segundo a Unesco, o conceito de “cidade criativa” é utilizado pela instituição desde 2004 para incentivar a articulação de cidades que cumprem os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas e que veem a criatividade como fator estratégico importante para o desenvolvimento urbano sustentável.

As cidades criativas são espaços que promovem interações entre agentes sociais, culturais e econômicos, abertos a experimentação e inovação, onde se geram ideais promotores do desenvolvimento de um meio melhor para se viver, trabalhar e divertir.

“Pensamos nesse projeto como proposta para uma Rio Branco criativa, porque isso envolve a participação cidadã na preservação de sua identidade e história, ao mesmo tempo que gera lazer e fomenta a economia, ocupando espaços públicos, enriquecendo a convivência em comunidade, a oralidade, para que conheçam e valorizem as artes locais e principalmente seus fazedores, os artistas”, enfatiza Patricia Helena.

A organizadora

Paralelo ao trabalho como Engenheira Florestal em que tem formação há 16 anos, Patricia Helena Costa atua como militante cultural há pelo menos 15 anos, com passagem pelo Rio de Janeiro onde já participava de atividades cuturais.

O primeiro trabalho desenvolvido no Acre foi com o folguedo Jabuti Bumbá com quem permanece articulando projetos. Há oito anos, integra a Marujada Brig Esperança desenvolvendo atividades e projetos, contribuindo para sua continuidade. Também é integrante da Tropa Mamulungu de Teatro de Rua e Bonecos que no momento está em atividade com o espetáculo de teatro de bonecos “As Aventuras do Pequeno CO2”.

Junto com outras pessoas da arte, Patricia Helena Costa tem se empenhado na promoção de movimentos comunitários e de arte popular que tenham a Casinha Ocupação Cultural como local de apoio.

A Casinha Ocupação Cultural

A Casinha Ocupação Cultural recebe tal nome por ser legado de uma Casa de Cultura ocupada por artistas de Rio Branco, anteriormente foi espaço da Federação de Xadrez, cedida para pessoas que se responsabilizaram por utilizar o espaço com dinâmicas artísticas e a cuidar da estrutura física, já que antes se encontrava sem uso e sofreu depredação em repetidas situações, o que chegou a afastar a comunidade e esta praça se tornou um local de drogadição e abandono público.

Nas trocas com a comunidade, ainda sob os cuidados da artista Lídia Sales, o local recebeu visitação de estudantes de escolas vizinhas em parcerias com projetos de Educação Ambiental e reciclagem com a Cooperativa CATAR, assim como acolheu diversas oficinas e constantes intervenções artísticas. Hoje, se conservam as práticas de preservação da memória com oficinas e outras ações coletivas do movimento cultural.

Transformada em um território cultural, a Casinha reúne artistas independentes de Rio Branco e auxilia grupos artísticos populares como a Marujada Brig Esperança e a Tropa Mamulungu de Teatro de Rua e Bonecos, além de acolher projetos de contação de histórias e de artistas independentes como o Ateliê Rosa das Artes.

#FicaCasinha

Apesar dos desafios de segurança e de problemas com iluminação pública, artistas populares e demais iniciativas sociais zelam e utilizam a Casinha como Ponto de Cultura. Há seis anos, o coletivo de fazedores de cultura, que movimenta o espaço tem solicitado junto às secretarias governamentais a documentação necessária para formalizar o local efetivamente como Ponto de Cultura.

Para a consolidação da Casinha como tal Ponto, mais de mil assinaturas já foram coletadas, tais pessoas reafirmam as contribuições do espaço na preservação da área de circulação pública e no fomento à atividade cultural para o povo riobranquense.

Próximos passos

A partir dessa primeira articulação de artistas, a organização prevê a continuidade da Feira com edições mensais compondo o calendário cultural da cidade, na busca de que a praça pública permaneça como cenário de acolhimento da arte local e de movimentação da rede de economia criativa.

SERVIÇO

Feira Livre Canal das Artes

Data: 11 de dezembro de 2021

Horário: 09h às 17h

Local: Rio Branco (AC), na Casinha Ocupação Cultural / Rua Granada, Nº 50 – Conjunto Mascarenhas de Moraes

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CULTURA

Aconteceu no último final de semana a segunda edição do Festival Samaúma, que conectou gerações do cenário artístico acreano

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Eanes Henrique Enes Fotos: Cassisplay

O AcreNews conversou com Jackie Pinheiro, da comunicação do festival, que gentilmente nos repassou as informações do evento que reuniu artistas locais, valorizando nossa cultura e conectando gerações da música autoral acreana.

Com o intuito de celebrar a diversidade musical, sociocultural, racial, sexual e de expressão de gênero, a segunda edição do Festival Samaúma se realizou este ano em versão digital, em razão da pandemia de Covid-19, nos dias 4 e 5 de dezembro (sábado e domingo), no canal da Gift Talentos no Youtube.

O Festival Samaúma nasceu de forma espontânea, idealizado por um grupo de produtores culturais e artistas que acreditam na música feita no Acre, e sua primeira edição foi realizada no dia 6 de agosto de 2019, no Santinni Food Park (hoje Vila Rio). O evento busca resgatar as conexões musicais que já movimentaram a cena artística acreana, além de reverenciar a grande árvore amazônica Samaúma, que é um mistério da floresta e que, segundo estudos recentes, realiza certas conexões pela mata através de suas raízes.

Nesse ano, o festival contou com a participação de dez atrações, mesclando a experiência de artistas como Pia Vila, Los Porongas, Brunno Damasceno e Dito Bruzugu com a nova safra de artistas representada por Ellu, Duda Modesto, Elemental, Trilobitas e a dupla Maya Dourado e Leandre. Um dos pontos altos foi a participação do grupo Hui Dewe Keneya, que reúne indígenas da etnia Huni Kuin, com uma rica sonoridade ancestral. “A coordenação do projeto decidiu reunir gerações e fazer uma viagem entre os mais diversos tipos de gêneros musicais, como a MPB, o samba, o pop, o rock e, inclusive, a música dos txais, que tem identidade acreana, amazônica”, relata João Vasconcelos, um dos organizadores.

As apresentações foram gravadas pela equipe da Gift Talentos e North Wide, e pelo RB Studio, em setembro, com locação no Theatro Hélio Melo. O Festival Samaúma é um projeto é financiado pela Lei Aldir Blanc do Governo Federal, por meio do Governo do Estado do Acre e da Fundação Estadual de Cultura Elias Mansour, com apoio cultural da Made In Acre, Indie, Alugue Fest, Café Contri e Indústria Miragina.

Para saber mais informações sobre o festival siga a página @festivalsamauma no Instagram.

SERVIÇO

Festival Samaúma OnLine – música que conecta!

Data: 4 e 5/12/2021 (sábado e domingo).

Onde assistir: Canal da Gift Talentos no Youtube.

Line-up:

Dia 4/12: Ellu, Trilobitas, Duda Modesto, Brunno Damasceno e Pia Villa.

Dia 5/12: Maya Dourado e Leandre, Grupo Hui Dewe Keneya – Povo Huni Kuin, Dito Bruzugu, Elemental e Los Porongas.

Fotos: Cassisplay @cassisplay

Apresentação: Diogo Soares e Márcia Moreira.

Coordenadores do festival: Luma Gama, João Vasconcelos, Jackie Pinheiro e Rayssa Alves.

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