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Inflação volta a subir em Rio Branco e chega a 0,53% em setembro, após queda em agosto

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A inflação voltou a subir em Rio Branco em setembro de 2026, interrompendo o resultado negativo registrado no mês anterior. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de uma deflação de 0,17% em agosto para uma alta de 0,53% em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, os preços já subiram 3,34% na capital acreana e, nos últimos 12 meses, 4,21%.
Embora Rio Branco tenha apresentado a menor variação mensal entre as 16 localidades pesquisadas, o resultado representa uma mudança no comportamento dos preços. A diferença entre agosto e setembro foi de 0,70 ponto percentual, com a passagem de um cenário de queda para outro de aumento do custo de vida.
A capital acreana acompanhou o movimento nacional de aceleração da inflação. No Brasil, o IPCA passou de uma queda de 0,32% em agosto para uma alta de 0,82% em setembro. O índice nacional acumula 3,95% em 2026 e 4,58% nos últimos 12 meses.
Segundo o IBGE, as passagens aéreas e os ovos de galinha ajudaram a conter uma elevação maior do índice em Rio Branco. Os preços das passagens recuaram 14,13%, enquanto os ovos ficaram 7,40% mais baratos. Esses resultados, porém, não foram suficientes para impedir a alta geral dos preços.
A energia elétrica residencial apresentou aumento de 3,41% em Rio Branco, mesmo com a redução tarifária de 5,20% aplicada a partir de 26 de agosto. A medida decorreu da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No cenário nacional, a pressão sobre os preços veio principalmente da habitação, que registrou alta de 2,31%, dos transportes, com 0,89%, e da alimentação e bebidas, com 0,83%. A energia elétrica residencial subiu 7,98% no país, enquanto as passagens aéreas aumentaram 9,66% e os combustíveis ficaram 1,41% mais caros.
Entre os alimentos, o tomate apresentou aumento de 37,76%, seguido pela batata-inglesa, com 24,07%, cebola, com 10,14%, arroz, com 4,56%, e carnes, com 0,63%. Essas variações correspondem à média nacional e não devem ser confundidas com os resultados específicos de Rio Branco.
A inflação também atingiu as famílias de menor renda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado para famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos e responsável assalariado, subiu 0,62% em Rio Branco em setembro, depois de recuar 0,17% em agosto. O indicador acumula alta de 3,50% no ano e de 4,12% em 12 meses.
Na comparação com outras capitais, Rio Branco apresentou variação inferior à de Belém, com 0,62%, São Luís, com 0,82%, e Fortaleza, com 0,57%. Entretanto, a menor inflação mensal não significa redução generalizada de preços, mas que o aumento médio foi menos intenso do que nas demais localidades pesquisadas.
Os dados do IBGE mostram que, mesmo com a inflação de setembro abaixo da média nacional, os consumidores de Rio Branco enfrentam uma elevação acumulada de 4,21% nos preços em 12 meses. O resultado de setembro interrompeu o alívio registrado em agosto e acrescentou uma nova alta ao custo de vida na capital acreana.

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