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Rio Branco avança na elaboração de plano para enfrentar secas, queimadas, chuvas e alagações

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Rio Branco avançou na elaboração do Plano Local de Ação Climática, documento que deverá orientar as políticas públicas da capital diante dos impactos das mudanças climáticas. Uma oficina realizada durante dois dias reuniu representantes do poder público, universidades, sociedade civil, setor privado e instituições para definir vulnerabilidades, prioridades e possíveis medidas de adaptação.
As propostas discutidas foram apresentadas aos gestores municipais, que agora avaliam quais ações devem ser mantidas, modificadas ou priorizadas. O documento, porém, ainda não está concluído e deverá passar por outras etapas, incluindo audiências públicas e consultas à população.
“Esse é um momento de validação com os gestores de tudo aquilo que foi priorizado. É a hora do gestor priorizar, sinalizar ou mudar o caminho, mudar a rota”, explicou a secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Agustini Stedille.
Segundo ela, as decisões tomadas nesta fase ainda poderão sofrer alterações antes da apresentação da versão definitiva.
“Tudo que for construído aqui também não vai ser o documento final que vai ser apresentado para a sociedade. A gente está vencendo uma primeira etapa, mas existem outras etapas ainda a serem vencidas que envolvem inclusive realizações de audiências públicas, diálogo mais próximo com a nossa sociedade aqui no município de Rio Branco.”
Durante a oficina, os participantes analisaram o perfil climático da capital, suas vulnerabilidades e as emissões do município. O objetivo é chegar a um diagnóstico que permita estabelecer medidas de prevenção, adaptação e redução dos impactos provocados por eventos extremos.
Rio Branco integra o Pacto Global de Prefeitos e Prefeitas pelo Clima e Energia e participa do programa Mutirão Brasil, iniciativa que auxilia municípios na elaboração de planos climáticos.
Representante do Mutirão, Belém Gimenez explicou que a construção envolve diferentes setores porque os efeitos das mudanças climáticas atingem áreas que vão além do meio ambiente, alcançando saúde, educação, finanças, infraestrutura e outros serviços públicos.
“O que a gente está fazendo aqui, nesses dois dias, em Rio Branco, é uma oficina participativa para entender quais são as dores da cidade, quais são as oportunidades também, os desafios de Rio Branco em questão climática”, afirmou.
A Defesa Civil Municipal também participa da elaboração. Para o coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão, a adaptação precisa ocupar espaço central no planejamento da cidade.
“Nós não podemos fazer uma modificação radical no clima e é por isso que todos nós precisamos nos adaptar a esses novos tempos, trazendo melhorias, trazendo políticas públicas, trabalhando com a Prefeitura de Rio Branco, trabalhando com todos os órgãos interligados.”
O Plano Local de Ação Climática deverá estabelecer estratégias para aumentar a capacidade de Rio Branco de prevenir e enfrentar consequências das mudanças no clima. As medidas discutidas ainda passarão por avaliação técnica e participação popular antes da consolidação do documento final.

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