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MPAC e Federação de Futebol do Acre lançam campanha de combate à violência contra a mulher

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e a Federação de Futebol do Acre (FFAC) lançaram neste sábado, 7, a campanha “Mulheres Vivas e Livres de Violência”. O lançamento ocorreu antes do início da partida entre Rio Branco Futebol Clube e Humaitá, realizada no Estádio Antônio Aquino Lopes (Tonicão), durante a 7ª rodada do Campeonato Acreano.
Na abertura do jogo, o procurador-geral de Justiça Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto e a corregedora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, juntamente com o presidente da FFAC, Adem Araújo, as equipes do Rio Branco e do Humaitá, a equipe de arbitragem, além de representantes do movimento social, entraram em campo vestindo a camisa da campanha.
A iniciativa é promovida pelo MPAC, por meio do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher (Caop Mulher) e da 13ª Promotoria de Justiça Criminal, em parceria com a FFAC, e tem como objetivo utilizar o esporte, especialmente o futebol, como espaço de mobilização social para promover o respeito às mulheres e reforçar a importância da prevenção e do enfrentamento à violência de gênero.
Na sexta-feira, 6, o MPAC e a Federação de Futebol do Acre assinaram um termo de cooperação para a realização da campanha, que conta com o apoio de clubes do futebol acreano, entre eles Rio Branco, Náuas, Galvez, Assemurb e Santa Cruz.


Oswaldo D’Albuquerque destacou que o Ministério Público tem buscado fortalecer a sua atuação no enfrentamento à violência contra a mulher, tanto por meio da estrutura institucional quanto de ações de prevenção e mobilização social.
“Estamos buscando trabalhar de forma integrada com as demais instituições públicas, com as entidades privadas, com a Federação de Futebol, com os clubes, porque o futebol é alegria e nós queremos um jogo limpo. E o nosso jogo limpo pressupõe mulheres vivas, mulheres sem violência. O Ministério Público fortalecerá cada vez mais a sua atuação para que, acima de tudo, violência nenhuma aconteça. Estaremos juntos no combate à violência contra a mulher e na defesa dos seus direitos, do respeito e da dignidade”, destacou.
A corregedora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Patrícia Rêgo, ressaltou que o lançamento da campanha ocorre em um momento importante de reflexão sobre os direitos das mulheres e de enfrentamento à violência de gênero.
“Semana passada tivemos a divulgação dos dados de violência e vimos o Acre com a maior taxa de feminicídio do Brasil. Um país que mata uma mulher a cada seis horas e em que ocorre um estupro de menina ou de mulher a cada seis minutos, é inadmissível. Todo mundo tem que se envolver nessa luta. O futebol é uma forma de entretenimento, mas também uma forma de mobilização de jovens, que são o futuro e precisam entender que a mulher merece respeito, que a mulher deve ser respeitada, que a mulher é livre para fazer o que quiser com relação ao seu corpo e à sua vida. E quando ela diz ‘não’, é não”,frisou.



Para Adem Araújo, o esporte também tem papel importante na conscientização da sociedade.
“Estamos hoje iniciando, ou dando continuidade, à campanha, agora com a nova nomenclatura ‘Mulheres Vivas e Livres de Violência’, para conscientizar todos os homens, atletas e jovens, para que a gente possa realmente respeitar as mulheres como devem ser respeitadas. O papel do esporte, do futebol, é esse também: levar conscientização a todos”, enfatizou.
Texto: Marcelina Freire
Fotos: Diego Negreiros
Agência de Notícias do MPAC













