POLÍCIA
PF deflagra megaoperação contra facções e cumpre mandados de prisão no Acre e em mais 15 estados
Foto: Arquivo/PF-AC
Por Redação
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nas primeiras horas desta terça-feira (12), a Operação Força Integrada II, uma das maiores ofensivas recentes contra o crime organizado no Brasil. A ação visa desarticular as principais facções criminosas do país, com foco no combate ao tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de capitais. O Acre é um dos estados estratégicos da mobilização, que ocorre simultaneamente em 16 unidades da federação.
Ao todo, a megaofensiva mobiliza centenas de agentes para o cumprimento de 236 mandados judiciais, sendo 165 de busca e apreensão e 71 de prisão preventiva. Além do Acre, a operação atinge estados como Rondônia, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Fronteira sob Vigilância
A inclusão do Acre como prioridade na lista da Polícia Federal não é por acaso. A posição geográfica do estado o coloca como ponto crítico nas rotas de escoamento de ilícitos vindos dos países vizinhos. Segundo a PF, o objetivo desta fase é asfixiar a estrutura logística e financeira das organizações, retirando lideranças de circulação e sequestrando ativos que financiam o poder bélico das facções, tanto nas ruas quanto dentro do sistema prisional.
A operação é coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). Este modelo de atuação, que ganhou força no Acre nos últimos anos, rompe com a hierarquia tradicional entre as instituições e foca no compartilhamento de inteligência em tempo real.
A força-tarefa conta com a participação conjunta de diversas forças de segurança:
Polícia Federal (Coordenação);
Polícias Civil e Militar;
Polícia Penal e Guardas Municipais;
Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Senappen.
As incursões começaram ainda durante a madrugada, visando surpreender os alvos em áreas de difícil acesso e alta periculosidade. Com a integração das polícias, as autoridades esperam um impacto significativo na redução dos índices de violência urbana e no controle das divisas brasileiras.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou o balanço parcial de presos e materiais apreendidos no estado, mas o trabalho de campo deve seguir ao longo de todo o dia.













