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Brasil atinge IDH muito alto pela primeira vez; Acre avança para 0,754 e mantém desenvolvimento humano alto

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O Brasil alcançou, em 2024, um marco inédito ao registrar Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de 0,805, passando a integrar a faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), elaborados com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No Acre, o índice chegou a 0,754, mantendo o estado na categoria de desenvolvimento humano alto e acima de estados como Maranhão (0,745), Alagoas (0,746) e Pará (0,758).

De acordo com o PNUD, o avanço consolida uma trajetória iniciada na década de 1980 e acelerada a partir dos anos 2000. “O Brasil ingressa pela primeira vez na faixa de muito alto desenvolvimento humano, resultado de melhorias consistentes em saúde, educação e renda ao longo das últimas décadas”, apontam os responsáveis pelo levantamento.

Entre 1980 e 2000, o IDH-M brasileiro aumentou 0,115 ponto, crescimento aproximado de 28%, período marcado por instabilidade econômica e pela consolidação da democracia. Já entre 2000 e 2024, o avanço foi de 0,210 ponto, equivalente a cerca de 38%, impulsionado pela ampliação do acesso à educação, expansão das políticas sociais, melhora da renda e aumento da expectativa de vida, conforme destacam o PNUD, o IBGE e o Ipea.

O levantamento mostra ainda que todas as regiões brasileiras registraram melhora entre 2023 e 2024. O Norte apresentou a maior evolução proporcional, com crescimento de 9,1%, seguido pelo Centro-Oeste (8,6%) e Nordeste (7,8%). Sul (6,0%) e Sudeste (5,1%) também avançaram, embora em ritmo mais moderado, reflexo de uma base de desenvolvimento já mais elevada.

Segundo os autores do estudo, esse comportamento revela um processo gradual de redução das desigualdades regionais. “As regiões que historicamente apresentavam os menores indicadores vêm crescendo mais rapidamente, impulsionadas por melhorias na renda, na educação e nas condições de vida, aproximando-se dos estados mais desenvolvidos”, destaca a análise.

A pandemia de Covid-19 interrompeu temporariamente essa trajetória, provocando redução de 0,004 ponto no índice entre 2020 e 2021. Entretanto, a recuperação iniciada em 2022 recolocou o país na tendência histórica de crescimento.

O PNUD também ressalta que a longevidade foi o principal fator responsável pela elevação do IDH-M, refletindo o aumento da expectativa de vida da população. A educação aparece em segundo lugar entre os fatores que mais contribuíram para o avanço, enquanto a renda continua sendo o componente de evolução mais lenta e o maior desafio para elevar ainda mais o desenvolvimento humano brasileiro.

No ranking de 2024, o Distrito Federal lidera o país, com IDH-M de 0,866, seguido por São Paulo (0,838), Santa Catarina (0,833), Paraná (0,822) e Rio Grande do Sul (0,818). Entre os estados da Região Norte, Rondônia alcançou 0,786, Roraima 0,780, Amazonas 0,767, Tocantins 0,797, Amapá 0,759, Pará 0,758 e o Acre registrou 0,754, consolidando sua permanência na faixa de desenvolvimento humano alto.

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