POLÍCIA
Justiça condena dois réus a mais de 38 anos de prisão por homicídio em Brasiléia após ação do MPAC

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Brasileia, obteve a condenação de dois homens a penas que, somadas, ultrapassam 38 anos de reclusão pelo homicídio de um jovem ocorrido em novembro de 2024, em Brasileia. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri na terça-feira (22), acolhendo integralmente a tese sustentada pelo MPAC quanto à autoria e à materialidade do crime.
De acordo com os autos, em novembro de 2024 os acusados chegaram ao local do crime em uma motocicleta. O passageiro desceu do veículo, sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos contra a vítima. Um dos projéteis transpassou o corpo da vítima e atingiu outra pessoa que trabalhava no estabelecimento no momento da ação.
Na sessão do Tribunal do Júri, o MPAC foi representado pelas promotoras de Justiça Caroline Caldas Correia e Renata Barbosa Ferreira, que demonstrou que o homicídio está inserido no contexto da disputa entre organizações criminosas que atuam na região de fronteira. Após a instrução processual, os debates e a análise das provas produzidas ao longo do processo, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade criminal dos acusados, resultando na condenação de ambos.
“O julgamento teve início às 8h e foi encerrado às 22h39, após cerca de 14 horas de trabalhos. A atuação dos jurados foi exemplo de compromisso com a cidadania e com a Justiça, diante da dedicação empregada na análise criteriosa das provas e dos argumentos apresentados durante a sessão.”, afirmou a promotora de Justiça substituta Caroline Caldas.
“A decisão representa uma resposta firme do sistema de Justiça à violência praticada por organizações criminosas que tentam impor seu domínio sobre municípios do interior do estado. O resultado do julgamento reafirma o compromisso institucional com o enfrentamento à criminalidade organizada, a responsabilização dos autores de crimes graves e a defesa da vida, da ordem pública e da paz social.”, disse a promotora de Justiça substituta Renata Barbosa Ferreira.
Samia Roberta – Secretaria de Comunicação/MPAC












