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Produção de mandioca cai 36,5% em dez anos na região de Tarauacá apesar de superar 108 mil toneladas

A produção de mandioca da microrregião de Tarauacá caiu aproximadamente 36,5% entre 2014 e 2024, mesmo permanecendo como uma das atividades agrícolas de maior escala de Feijó, Jordão e Tarauacá. Os três municípios produziram juntos 108.840 toneladas em 2024.
Tarauacá liderou a produção, com 52.600 toneladas, equivalentes a aproximadamente 48,3% do total regional. Feijó produziu 45.100 toneladas, participação de 41,4%, enquanto Jordão respondeu por 11.140 toneladas, ou 10,2%.
Tarauacá e Feijó, portanto, concentraram aproximadamente 89,8% de toda a mandioca produzida nos três municípios em 2024.
Apesar do volume expressivo, a redução de 36,5% em uma década acende um alerta sobre uma atividade tradicional e disseminada na região. O estudo do Fórum Empresarial afirma que os dados disponíveis não permitem determinar as causas da retração. Mudanças na área plantada, produtividade, disponibilidade de mão de obra, preços e mecanização estão entre as hipóteses que precisariam de investigação específica.
O levantamento também adverte que as 108.840 toneladas correspondem à quantidade de raiz produzida e não à produção de farinha. Por isso, os números não permitem calcular diretamente o volume industrializado, a renda obtida pelos produtores ou o excedente comercial disponível.
A proposta para recuperar e fortalecer a cadeia passa por três frentes. A primeira é aumentar a eficiência, reduzindo perdas, trabalho manual e interrupções no processamento. A segunda envolve qualidade, com parâmetros para farinha, embalagem, rotulagem e segurança sanitária. A terceira é comercial, separando a produção destinada ao autoconsumo, mercado local, compras públicas e vendas para fora dos municípios.
O estudo recomenda ainda a criação de um programa regional da farinha, com diagnóstico das casas de farinha existentes nos três municípios, implantação de boas práticas e testes de embalagem e rotulagem. A intenção é conhecer não apenas quanto se produz, mas quanto pode ser processado e comercializado com maior valor agregado.
Fonte: Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, com dados da Produção Agrícola Municipal do IBGE












