No decorrer da entrevista Jorge Viana diz que só foi filiado ao Partido dos Trabalhadores – PT, ao longo de quarenta anos. Não se filiou a nenhum outro partido. A sabatina do candidato pelo site “Ac 24 Horas” durou mais de uma hora. Uma longa entrevista feita por quatro experientes jornalistas.
Os jornalistas falam da estratégia do candidato de se distanciar do partido ao qual está filiado faz quarenta anos. Essa contradição do candidato não causou nenhuma surpresa aos entrevistadores. Sobre ela (contradição) não fizeram nenhuma pergunta.
Nenhum suscitou o fato de que Fidel Castro e Lula criaram o “Foro de São Paulo”. Lula da Silva, de quem Jorge Viana é liderado ao longo dessas quatro décadas em que está filiado ao PT.
E o que é o “Foro de São Paulo”, criado por Lula (1990), feito do qual se orgulha e já declarou por várias vezes, muito embora nos primeiros anos de sua criação tenha negado sua existência?
Já que os jornalistas que entrevistaram o candidato nada perguntaram sobre essa contradição – alguém filiado a um partido comunista – mas, não quer assumir (agora) responsabilidades perante a História com a propagação dessa perversa ideologia, vou me permitir dizer umas poucas linhas sobre o assunto.
Sobre o “Foro de São Paulo” li o livro “O Foro de São Paulo: A Ascensão do Comunismo Latino-americano” de autoria do filósofo Olavo de Carvalho. Trata-se de uma coletânea de artigos e ensaios redigidos ao longo de mais de duas décadas sobre a articulação de partidos e movimentos de esquerda na América Latina.
A tese central defendida nos vários textos produzidos pelo filósofo é de que o “Foro de São Paulo” não seria apenas um mero debate ideológico, mas uma estratégia continental permanente. Segundo Olavo, a organização uniu partidos legais, movimentos sociais e organizações paramilitares e até de narcotraficantes com o objetivo coordenado de conquistar e manter o poder político na região.
É uma leitura que recomendo aos que querem entender a conjuntura política na América-latina e no Caribe, sob a ótica dessa entidade (Foro de São Paulo), criada sob os auspícios do Partido dos Trabalhadores – PT, e a ditadura comunista de Cuba, que sobrevive faz 67 anos, sob o comando de Fidel Castro na época (1990).
Além do livro de Olavo de Carvalho, para entender minimamente o assunto, li artigos diversos e vi vídeos do próprio Olavo de Carvalho.
Além do livro do saudoso professor, li o livro “Foro de São Paulo – E a Pátria Grande”, do jornalista Paulo Henrique Araújo, hoje vivendo nos Estados Unidos e nos brindando com análises políticas da conjuntura política internacional que muito nos enriquece.
O livro faz uma abordagem similar a do professor Olavo de Carvalho. Demonstra o jornalista que o “Foro de São Paulo” é uma organização comunista, cujo objetivo é fortalecer o movimento na região da América Latina e do Caribe, criada por Lula e Fidel Castro, com a pretensão de colocar no poder os companheiros da esquerda.
Em vários países da região candidatos de esquerda chegaram ao poder apoiados pelo Foro de São Paulo. Exemplo frisante é o da Venezuela, que terminou por ajudar chegar ao poder vários líderes de esquerda.
Pois bem. Jorge Viana mudou o discurso. É o que se percebe de sua entrevista ao site “Ac 24 Horas”. Transcrevo a chamada da matéria: Avesso a ideologias, Jorge Viana mira pauta produtiva e ambiental para voltar ao Senado”.
Ao que parece, pelas várias entrevistas dadas pelo Senhor Jorge Viana, abandonou o comunismo (não esquecer que seu partido é um partido comunista). O líder do seu partido, Lula da Silva, ficou orgulhoso quando indicou um comunista para o STF. Não há dúvida de que o PT apoia várias ditaduras comunistas ao redor do mundo. É público e notório o apoio do PT a ditadura comunista de Cuba.
Jorge Viana, nessa campanha, na qualidade de candidato ao Senado da República, tenta se afastar da posição ideológica do seu próprio partido, ao qual está filiado há mais de 40 (quarenta) anos.
Qual o testemunho que deve dar uma pessoa que deixou de ser comunista (abandonou a ideologia), para que possamos acreditar nele?
Vejamos o exemplo de Aldo Rebelo. Aldo Rebelo, na atualidade, adotou um discurso nacionalista que tem empolgado muita gente. Cheguei a ler dois livros do alagoano, radicado em São Paulo, o que fiz com muito prazer. Li o “Quinto Movimento” e li “Amazônia – A Maldição de Tordesilhas”. Cito Aldo Rebelo em meus artigos.
Mas, que crítica Olavo de Carvalho faz ao político acima citado? Aldo Rebelo foi deputado federal de seis mandatos. Sempre pelo partido comunista. Foi líder do partido comunista na Câmara Federal.
Dizia Olavo de Carvalho que adotou a retórica nacionalista como estratégia política. Não significa que teve uma mudança real de princípios, mas adotou (repita-se) uma nova estratégia política, sem renunciar ao comunismo.
Segundo o saudoso escritor, a aproximação dos comunistas com o discurso da pátria e da soberania nacional era apenas um recurso retórico e utilitário, e não resultado de uma conversão ideológica ou abandono das bases revolucionária.
Para se acreditar num ex-comunista, segundo Olavo de Carvalho, ele não deve apenas mudar de opinião, mas sim, realizar uma confissão detalhada dos erros da ideologia e de sua própria militância. Uma simples declaração de mudança política pode ser apenas um recuo tático.
Como vejo as mudanças do discurso do senhor Jorge Viana? Como encaro sua nova retórica, dizendo que se afasta da polarização em que vive o Brasil atualmente, entre esquerda e direita? Que sua preocupação agora é apenas com o Acre. Que quer se dedicar as pautas da produtividade e do meio ambiente.
Em momento algum ouvi o Senhor Jorge Viana fazer uma confissão pública de que reconhece seus erros em apoiar uma ideologia comunista. Roberto Campos, confessa que na juventude teve simpatia pelo comunismo. Mudou sinceramente, e passou a ser um defensor ardoroso do liberalismo, identificando-se com a direita. Não é o caso de Jorge Viana.
Pergunto. Jorge Viana tem consciência de que é militante, há 40 anos, de um partido comunista? Com certeza! De que seu partido é fundador do “Foro de São Paulo”, para impulsionar o movimento revolucionário comunista na AL? Não há dúvida! Sua mudança é tática.
Todo mundo do Acre acreditou na confissão sincera de Márcio Bittar. Era um comunista, que chegou inclusive a morar na ex-União Soviética. Foi líder de partido comunista no Acre (PPS), mas assumiu que estava errado. Declarou-se de direita e nele se pode acreditar.
Não se pode acreditar na nova retórica do senhor Jorge Viana. É apenas uma estratégia eleitoral. Sabe que o povo do Acre é, majoritariamente, de direita. Se vale de um discurso retórico, mas não é sincero. O eleitorado está percebendo a mudança falsa de discurso.
Declaro meu voto ao candidato ao Senador Federal Márcio Bittar!













