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Confiança do empresário do comércio no Acre chega a 118,7 pontos e atinge maior nível em 12 meses
A confiança dos empresários do comércio do Acre alcançou 118,7 pontos em agosto, o maior nível registrado nos últimos 12 meses. O resultado acreano ficou 17,4 pontos acima do indicador nacional, que caiu para 101,3 pontos, menor patamar do país desde novembro de 2025.
Os dados são do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). A escala considera 100 pontos como a linha que separa confiança de desconfiança. Enquanto o Acre permanece confortavelmente acima desse limite, o resultado nacional se aproximou da zona de pessimismo.
A diferença aparece principalmente quando os empresários avaliam o futuro. No Acre, o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio chegou a 156,1 pontos em agosto, maior resultado dos últimos 11 meses. O indicador considera as perspectivas para a economia, o setor de atuação e a própria empresa.
A avaliação da situação presente, porém, é bem menos favorável. O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio acreano ficou em 83,5 pontos, abaixo da linha dos 100 pontos. Apesar disso, o resultado é superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O contraste também aparece no cenário nacional. O indicador das condições atuais ficou em 73,6 pontos, refletindo uma avaliação negativa dos comerciantes sobre a situação econômica, o desempenho de seus setores e de suas próprias empresas na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No Acre, as expectativas positivas para os próximos meses também aparecem nas intenções de contratação e de aplicação de recursos nos negócios. O indicador relacionado aos investimentos atingiu seu maior patamar dos últimos 12 meses.
Os estoques são uma exceção. A avaliação sobre o nível atual das mercadorias permaneceu abaixo dos 100 pontos, indicando que os empresários ainda consideram desfavorável a adequação dos estoques diante das vendas previstas.
Entre os diferentes segmentos do comércio acreano, os empresários de produtos duráveis apresentaram o maior nível de confiança, com 122,4 pontos. Na sequência aparecem os produtos semiduráveis, com 121,8 pontos, e os não duráveis, com 115,9 pontos.
O levantamento mostra, portanto, uma diferença de 34,8 pontos entre a avaliação das condições atuais, de 83,5 pontos, e as expectativas para o futuro, que chegaram a 156,1 pontos. O resultado indica que, apesar da percepção desfavorável sobre o presente, o comércio acreano entrou na reta final do ano com expectativas mais elevadas para os próximos meses.








