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RAIMUNDO FERREIRA

Coluna do professor e arquivista Raimundo Ferreira de Souza: A água toldou

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A ÁGUA TOLDOU

Pois é, como bem disse a quitandeira do Jardim Oceania: “Agora a água toldou, mas vamos ter que beber?” Pelo visto, sim, pois, dentro das regras vigentes, às quais nós, pobres mortais, temos acesso, o jogo está jogado. Uma parcela da sociedade, diga-se de passagem, mais da metade dos eleitores, contabilizou o maior número de votos, saiu vitoriosa e está comemorando como se não houvesse amanhã.

Nós, pessoas comuns, sabemos que problemas de infraestrutura, saúde, educação, saneamento básico, segurança pública, entre outros, são encontrados a perder de vista nos quatro cantos deste país. As promessas apresentadas no decorrer da campanha asseguraram que todos esses problemas seriam resolvidos, as deficiências seriam sanadas e o povo poderia ficar tranquilo, pois, a partir de 2027, dias melhores estariam chegando aos nossos lares.

A verdade é que o ano anunciado como um período de possíveis mudanças já está bem ali, praticamente a 60 dias de distância, e cá estamos nós, tanto os vitoriosos quanto os derrotados, na expectativa de entrar nesse novo ano constatando, na prática, os benefícios que as promessas eleitorais anunciaram.

Pelo que podemos observar nas comemorações, os vitoriosos estão seguros de que, além de suas escolhas terem sido acertadas, as melhorias prometidas nos diversos setores da sociedade se tornarão realidade para a população brasileira.

A nosso ver, se houve a reeleição de quem já está no governo, as mudanças propriamente ditas talvez não aconteçam conforme as otimistas expectativas. No entanto, para não sermos acusados de pessimistas, incrédulos ou torcedores do contra, vamos nos mostrar solidários e aguardar o desenrolar dos acontecimentos. Até porque, qualquer que seja a situação ou circunstância, não temos muito o que fazer para mudá-la, tampouco dispomos de um refúgio seguro de onde possamos assistir a tudo isso à distância.ppaaam

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