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Acre é responsável por mais de 20% de todo o desmatamento na Amazônia, alertam dados no Dia da Amazônia

Além do desmatamento, as queimadas também voltaram a ganhar força no Acre

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Além do desmatamento, as queimadas também voltaram a ganhar força no Acre — Foto: Uêslei Araújo/Sema

Celebrado neste sábado (5), o Dia da Amazônia chama atenção para a preservação da maior floresta tropical do mundo. No Acre, a data chega em meio a dados que mostram o avanço das queimadas e a pressão do desmatamento sobre o território.

Informações disponíveis na plataforma TerraBrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), colocam o Acre na quinta posição entre os estados da Amazônia em área acumulada de incrementos de desmatamento. O estado soma 7.506,82 km², equivalente a 5,56% do total apresentado pela plataforma.

O Pará aparece na primeira posição, com 56.527,01 km² (41,86%), seguido por Mato Grosso, com 26.311,27 km² (19,48%), Amazonas, com 18.706,64 km² (13,85%), e Rondônia, com 16.881,96 km² (12,50%).

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)/Foto: reprodução

Além do desmatamento, as queimadas também voltaram a ganhar força no Acre. Somente em amgosto deste ano, foram contabilizados 487 focos de calor, contra 56 registrados em julho. A diferença representa um crescimento de 769,6%, ou seja, o número ficou mais de oito vezes maior de um mês para o outro.

A alta interrompeu uma sequência de sete meses em que os registros mensais permaneceram abaixo de 100 focos. Entre 1º de janeiro e 1º de setembro, o Acre acumulou 594 ocorrências. Apesar do salto entre julho e agosto, o resultado de agosto ainda foi o menor para o mês dos últimos 12 anos.

A situação também chama atenção quando analisado o avanço do desmatamento nos municípios acreanos. Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados no fim de agosto, apontaram Feijó, Tarauacá e Sena Madureira entre os municípios que mais desmataram na Amazônia Legal em julho de 2026.

Além do desmatamento, as queimadas também voltaram a ganhar força no Acre/Foto: Ramon Aquim

Feijó ocupou a segunda colocação do ranking, seguido por Tarauacá, em terceiro. Sena Madureira apareceu na oitava posição. Entre os municípios citados, apenas Altamira, no Pará, ficou à frente dos dois primeiros acreanos.

No mesmo levantamento, o Acre respondeu por 22% de todo o desmatamento identificado na Amazônia Legal durante julho, com 97 km² de floresta derrubada.

Os números apresentam um alerta justamente no Dia da Amazônia, período em que o estado atravessa a época mais crítica do verão amazônico e enfrenta os efeitos combinados das queimadas e da retirada da cobertura florestal.

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