Connect with us

POLÍCIA

Polícia cumpre mandados contra advogado suspeito de levar ordens de facção para dentro de presídio

Publicado

em

A Polícia Civil realizou, nesta sexta-feira (4), a terceira fase da Operação Quirinos, que investiga uma organização criminosa suspeita de ameaçar de morte servidores do sistema penitenciário de Rondônia. Entre os alvos da nova etapa está um advogado de Pimenta Bueno, investigado por supostamente atuar na comunicação entre integrantes do Comando Vermelho que estão presos e membros da facção que permanecem fora das unidades prisionais.

Ao todo, foram cumpridas 10 medidas cautelares de busca e apreensão em Pimenta Bueno e Porto Velho. As equipes também realizaram buscas e revistas em unidades prisionais das duas cidades, principalmente em alas destinadas a integrantes do Comando Vermelho.

Durante entrevista coletiva, o delegado Rondinelly Moreira afirmou que as investigações apontam que integrantes da facção utilizavam o sistema penitenciário para repassar ordens que posteriormente seriam executadas por membros que estavam do lado de fora das unidades.

Segundo o delegado, o advogado investigado teria atuado como intermediário nesse fluxo de informações.

“Essas ordens que advinham de dentro do sistema prisional, ele fazia essa interlocução, esse caminho dessas informações, ordens, enfim, todo esse contexto”, explicou.

A Polícia Civil também apura se o advogado teria favorecido o uso de aparelhos telefônicos por alguns detentos. A identidade dele não foi divulgada pelas autoridades.

“Ele é investigado por ser o elo do controle interno do Comando Vermelho com o controle externo”, afirmou Rondinelly Moreira.

A participação do advogado nos crimes ainda será esclarecida no decorrer do inquérito policial. Neste momento, ele é alvo da investigação e as medidas cumpridas pela polícia têm como objetivo reunir elementos para esclarecer sua eventual atuação no esquema.

Materiais serão analisados

Durante o cumprimento das medidas, os policiais apreenderam materiais que chamaram a atenção dos investigadores. O conteúdo, no entanto, ainda passará por análise para verificar se existe relação com os crimes investigados.

“Agora a gente tem que analisar tudo o que foi apreendido e, de fato, entender o contexto para que depois eu possa trazer para vocês mais informações a respeito, se é ilícito ou não aquilo que foi apreendido”, explicou o delegado.

Segunda fase

A terceira fase da Operação Quirinos dá continuidade às investigações iniciadas em etapas anteriores. Em agosto, a segunda fase teve como alvo suspeitos de envolvimento em ataques contra provedores de internet nos municípios de Jaru e Theobroma.

Segundo a Polícia Civil, os investigados nessa etapa também tinham ligação com atividades relacionadas ao tráfico de drogas em Rondônia.

A Operação Quirinos é conduzida pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO2), vinculada ao Departamento de Estratégia e Combate ao Crime Organizado (DECCO), com apoio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) e da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Conteúdo Original / Fonte: G1
Continue lendo