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Acre entra em outubro com previsão de chuva normal ou acima da média no Vale do Acre

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O Acre entra em outubro com perspectiva de recuperação das chuvas em parte do estado. A previsão climática mais recente do Instituto Nacional de Meteorologia indica volumes próximos ou acima da média histórica no Vale do Acre durante o mês, enquanto grande parte da Região Norte deverá enfrentar precipitações abaixo do normal.

O prognóstico foi divulgado pelo Inmet em 25 de setembro e coloca o Acre numa situação diferente de áreas de Roraima, Amazonas e Pará, onde predominam sinais de déficit de precipitação.

A mudança ocorre justamente na passagem do período mais seco para a estação de maior frequência das chuvas no estado.

Nesta quarta-feira, 30, essa transição apareceu na previsão de curto prazo. O Inmet aponta instabilidade no Acre, com pancadas de chuva e trovoadas. O estado está entre as áreas do oeste da Região Norte sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

O cenário mensal, entretanto, não significa chuva regular durante todo outubro. A previsão climática trabalha com o acumulado do mês em comparação com a climatologia e permite alternância entre dias secos, calor e episódios de chuva mais intensa.

O Acre chegou a agosto com seca em 100% de seu território e registrou rápido agravamento do fenômeno, segundo a atualização mais recente do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.

Entre julho e agosto, a severidade aumentou no Acre. O estado ficou entre as áreas do Norte onde a seca avançou até duas categorias em apenas um mês, situação observada também no Amazonas e em Roraima.

Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Piauí e Roraima foram as cinco unidades da Federação com seca abrangendo 100% do território em agosto.

O quadro nacional também piorou. A área brasileira atingida pelo fenômeno passou de 4,43 milhões para 5,19 milhões de quilômetros quadrados entre julho e agosto.

Isso representa expansão de aproximadamente 760 mil quilômetros quadrados em apenas um mês.

Em agosto, cerca de 61% do território brasileiro estava sob algum grau de seca.

Segundo a ANA, já existem no Norte relatos de municípios enfrentando dificuldades na captação de água e comprometimento da navegação. A agência destaca que temperaturas mais elevadas aumentam a demanda evaporativa e aceleram a perda de umidade do solo.

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