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ECONOMIA

Avaliação: falta de opções de voos colocam em risco alguns setores das indústrias do Acre

José Adriano defende discussão geral entre os Governos e a Bancada Federal para resolver a questão

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução (Arquivo Fieac)

A evidente falta de logística para a entrada e saída do estado, sobretudo pela escassez de voos nos aeroportos do Acre, tem prejudicado fortemente o setor da indústria em diversas áreas. Na entrevista da semana do AcreNews, nós conversamos com José Adriano Ribeiro, presidente da Federação das Indústrias do Acre (FIEAC) que fez uma avaliação sobre o assunto e manifestou preocupação com um setor em especial, o de turismo, bem como das indústrias em si que precisam de insumos de fora para produzir.

Segundo Ribeiro, ainda não existe um estudo técnico que possa apontar a dimensão exata das perdas econômicas, por falta de voos, no setor industrial. Mas, a avaliação não é das melhores tendo em vista as recorrentes queixas e relatos dos empresários. Algumas empresas tiveram que criar as suas próprias logísticas para poder sobreviver. Entre as iniciativas, recorrer aos aeroportos mais próximos como o de Porto Velho, em Rondônia, até o Aeroporto Capitão Anibal Arab de Cobija, em Pando, na Bolívia.

Antes mesmo da pandemia do novo coronavírus, o Aeroporto Internacional de Rio Branco e de Cruzeiro do Sul já davam sinais de desinteresse das companhias aéreas em manter voos. Com a chegada da Covid-19, a atuação delas caiu consideravelmente com a retirada ou suspensão de voos importantes como a ponte aérea entre Rio Branco /Cruzeiro do Sul, Cruzeiro do Sul/ Manaus, e Rio Branco/Porto Velho.

Atualmente para chegar a Porto Velho, por exemplo, o passageiro deve sair de Rio Branco com destino à Brasília, na capital federal aguardar algumas horas de conexão e depois seguir para o destino final. Caso queira ir à Manaus, a viagem pode durar cerca de 25 horas. Antes, com voos diretos, o tempo estimado girava em torno de 1h40m.

Apesar dessa opção de fazer conexão tanto em Brasília quanto em São Paulo, os preços das passagens áreas estão nas alturas. Num trecho Rio Branco/Brasília, comprado com antecedência, custa em média R$ 1.500 reais, mas pode chegar a R$ 3 mil em alguns casos.

Apenas duas empresas aéreas de grande porte atuam no Estado, a Gol Linhas Aéreas e a LATAM. A primeira mantém voos diários na ligação entre Brasília, Rio Branco e Cruzeiro do Sul, além de uma rota esporádica ligando Rio Branco a Manaus, com jatos Boeing 737-800 e MAX 8. Por fim, a LATAM, de fato, suspendeu os voos para Brasília (que deve retornar em julho), mantendo apenas a ligação entre Rio Branco e São Paulo (Guarulhos) em base diária.

Com base nesse histórico, fica de ponderação: A indústria terá forças ou condições de sobreviver dessa maneira? Leia na íntegra a entrevista com José Adriano concedida no Dia da Indústria comemorado no dia 26 de maio. 

AcreNews – A falta de voos tem prejudicado diretamente a sociedade de um modo geral quanto também a Indústria. Qual a avaliação da FIEAC sobre o assunto?

José Adriano Ribeiro – É um gargalo não só para a indústria como para toda a sociedade. Essa discussão, sobre logística, ultrapassa as condições de estado enquanto Estado. A gente precisa ter o apoio do governo federal porque a nossa localização pode dar todo tipo de desculpas por parte das companhias aéreas em função do alto custo para fazer uma ponte aérea, por exemplo. O estado brasileiro tem as suas peculiaridades do ponto de vista da logística e precisa tá integrado. Isso também deixou de ser apenas do ponto de vista de viabilidade econômica pelas empresas e precisa ser tratado pelo governo federal como uma viabilidade social.

AcreNews – Qual seria o ponto inicial das discussões?

José Adriano Ribeiro – A gente depende de ampliar esse debate na sociedade e começamos a exigir o nosso direito, não só como cidadãos de estarmos integrados nessa malha aérea do país como no direito que nos assiste em ter as condições de subsídio do Governo Federal em ter um diálogo com as companhias aéreas.

AcreNews – O que a FIEAC tem feito ou fará para resolver, amenizar essa questão?

José Adriano Ribeiro – Na transversalidade, nós estamos atuando nas discussões. Hoje especificamente, solicitamos a presença de um parlamentar federal para que ele possa se pronunciar. Estou indo à Brasília para ter um encontro com o ministro Ciro Nogueira para discutir as demandas do setor produtivo e do estado como um todo já que me chamaram para um desafio de uma possibilidade de uma pré-candidatura de deputado federal, já estou me adiantando com esse discurso para deixar claro sobre qual é o nosso objetivo.

AcreNews – Houve algum contato com o Governo do Acre ou Governo Federal para discussão do tema?

José Adriano Ribeiro – Nós procuramos o Governo Estado e sabemos da limitação dele no que diz respeito a esse debate, mas estamos buscando alternativas com outras companhias. Foi-nos colocado que a empresa Azul estaria fazendo uma proposta para a ANAC e para o Governo Federal e que deve trazer mais uma empresa para atuar nessa ponte aérea. Espero que isso se concretize e vamos continuar na cobrança.

AcreNews – Já existe um relatório, um estudo mais aprofundado mostrando o quanto isso tem prejudicado as nossas indústrias?

José Adriano Ribeiro – Do aspecto da indústria do termo de logística, nós fazemos isso em 99% para 10% da malha viária. Devemos considerar que para a indústria efetivamente, nós estamos falando do turismo, que é atacado fortemente com isso aí temos toda uma dificuldade de um debate permanente nas câmaras técnicas do fórum de desenvolvimento. O governo está apoiando para fazer um estudo de todos os reflexos desse setor de turismo. Agora, lógico que na contramão a gente precisa criar as oportunidades de turismo para que isso alavanque e que consigamos mais um mecanismo de pressão para as companhias aéreas. O que não se entende é por que estamos tão sacrificados numa distância de Porto Velho para cá, de pouco mais de 500 km! E se for para Porto Velho você tem mais condições de se locomover dentro do país. Estamos preocupados, mas consideramos que temos as nossas limitações.

AcreNews – Por fim, o que podemos aguardar?

José Adriano Ribeiro – Esperamos que os nossos parlamentares federais façam o diálogo com o governo federal e que atue dentro desse desenho, para o setor industrial isso nos preocupa porque precisamos trazer visitantes e potencializar o setor do turismo que tem um prejuízo muito grande nesse aspecto. Aguardamos boas discussões e que isso seja resolvido o quanto antes.

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ECONOMIA

Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolina

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A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina vendida às distribuidoras em 4,85%. A partir desta terça-feira (16), o preço do litro passará de R$ 3,71 para R$ 3,53 por litro, uma redução de R$ 0,18 por litro.

Os preços dos demais combustíveis não foram alterados.

O litro da gasolina é vendido às distribuidoras a R$ 3,71 desde a última redução, em 29 de julho. No ano, o combustível ainda acumula alta de 14,24%.

[Direto do Planalto]

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ECONOMIA

Segundo pesquisa da Fecomércio-AC, Rio Branco registra aumento de 18,12% na cesta básica em agosto

Cesta básica representa 53,98% da renda mensal de um salário mínimo para uma família

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De acordo com pesquisa realizada pela Fecomércio-AC, em parceria com o Instituto Data Control de Pesquisas, de janeiro a agosto deste ano, a cesta básica na capital acreana registrou aumento de 18,12% maior do que a inflação registrada no período. O levantamento tem como base os preços de 15 produtos comercializados em quatro supermercados rio-branquenses, cotados no dia 1 de cada mês do ano corrente.

Ainda segundo o estudo, os itens alimentícios dimensionados para a presente cesta são considerados provisão alimentar para uma família formada por três pessoas adultas, ou duas adultas e duas crianças, com renda média de até R4 2 mil por mês.

Segundo análise do assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, o mês de agosto, em comparação com o mês anterior, apresentou uma elevação de 2,05% no custo da cesta básica, que chegou a um preço médio R$ 654,22.

“Com o aumento de 18,12% verificado de janeiro a agosto, a cesta básica interfere ainda mais na economia doméstica e na qualidade de alimentação dos cidadãos, notadamente os com renda mensal de um salário mínimo. Para estes, a cesta básica representa 53,98% da renda mensal”, explicou Garó.

Apesar da redução verificada em alguns preços de itens da cesta de alimentos entre os meses de julho para o agosto, ainda de acordo como assessor, o custo de agosto ainda se mantém acima do preço médio em julho. “Considerado o período de maio a agosto, o aumento dos preços da cesta básica de alimentos alcançou 6,39% no mercado da capital acreana.

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ECONOMIA

Acre arrecadou R$ 154,2 milhões de reais no mês de junho, informa Receita Federal

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

Balanço divulgado hoje (21) pela Assessoria de Imprensa da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) revelou que o Acre atingiu R$ 154,2 milhões na arrecadação dos impostos e contribuições no mês de junho deste ano. Em porcentagens, houve expansão nominal de 22,04%, com avanço real de 9,07% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com a autarquia, nos seis primeiros meses do ano, a arrecadação acreana atingiu o montante de R$ 936,9 milhões, contra R$ 777,3 milhões em igual período de 2021, revelando evolução nominal de 20,53% e real de 8,26%.

A Receita fez um balanço também da região norte, mais precisamente da Secretaria responsável pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Pará. O número foi de 3,80% no mês de jun/, enquanto no mesmo mês de 2021 a participação ficou 3,74%.

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