POLÍTICA
Com Lula no poder, estatais acumulam déficit de R$ 7,4 bi até maio e já superam rombo de 2025

Por Vitória Queiroz, da CNN Brasil, em Brasília
Publicado em 03 de julho de 2026
As empresas estatais brasileiras registraram um déficit primário acumulado de R$ 7,4 bilhões nos primeiros cinco meses de 2026. Segundo os dados mais recentes do Relatório de Estatísticas Fiscais divulgado pelo Banco Central, em termos nominais (sem correção pela inflação), este é o maior resultado negativo já registrado para o período na história.
O desempenho nos primeiros cinco meses do ano já é suficiente para superar todo o rombo fiscal acumulado pelas estatais ao longo do ano de 2025, que fechou em R$ 5,9 bilhões. Quando comparado ao mesmo período do ano passado (janeiro a maio de 2025), quando o saldo negativo foi de R$ 3,6 bilhões, o déficit atual representa mais que o dobro.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio, o déficit das empresas públicas se posiciona em R$ 6,7 bilhões.
Trajetória mês a mês
O resultado negativo de 2026 foi fortemente influenciado pelo desempenho do mês de janeiro, que abriu o ano com um forte saldo negativo. O único mês a registrar superávit no período foi maio. Veja o comportamento mês a mês:
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Janeiro: Déficit de R$ 4,869 bilhões
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Fevereiro: Déficit de R$ 568,14 milhões
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Março: Déficit de R$ 468,55 milhões
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Abril: Déficit de R$ 1,780 bilhão
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Maio: Superávit de R$ 273,35 milhões
Impacto por esfera de governo
As empresas controladas pelo governo federal foram as principais responsáveis pelo saldo negativo do período, respondendo pela maior fatia do rombo. A divisão por esferas administrativas aponta o seguinte cenário:
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Estatais Federais: Déficit de R$ 5,9 bilhões
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Estatais Estaduais: Déficit de R$ 1,5 bilhão
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Estatais Municipais: Superávit de R$ 95 milhões
Exclusão da Petrobras
Vale destacar que a metodologia oficial aplicada pelo Banco Central para o cálculo das estatísticas fiscais exclui a Petrobras. Conforme esclarecido pela autoridade monetária, a petroleira é desconsiderada por possuir características de governança corporativa e autonomia de captação de mercado que se assemelham às de empresas privadas de capital aberto.
Fonte original: CNN Brasil – Macroeconomia












