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CULTURA

Com experiência internacional, repórter fotográfico do Acre oferece curso no mês maio

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O experiente fotojornalista Marcos Vicentti vai dar uma colher de chá para quem gosta de fotografias. Ele ministrará um curso no final do mês de maio em Rio Branco. O curso ocorrerá entre os dias 29 e 30 de maio. Um dos objetivos é levar o estudante a fotografar cenas diversas utilizando os recursos fotográficos essenciais de um equipamento digital no modo manual. Em síntese: são 16 horas de curso que irão conduzir o aluno a formar uma cultura fotográfica e senso crítico acerca de sua produção, visando obter imagens com qualidade.                 

As aulas serão ministradas pelo o repórter fotográfico Marcos Vicentti, que é atuante no mercado, com experiência e conhecimento prático internacional. Com aulas práticas e teóricas, o aluno desenvolverá habilidades em história da fotografia, linguagem fotográfica, equipamento fotográfico manual e luz. Para participar é necessário ter idade mínima de 14 anos e possuir máquina fotográfica.                      

Mais Informações pelo telefone (68) 98421-9899

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ACRE

No coração da floresta, a sagrada aldeia do Povo Yawanawá

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Agência AC | Foto: Diego Gurgel/Secom

No alto Rio Gregório, a Aldeia Sagrada, do Povo Yawanawá, é o lugar ideal para se desconectar da conturbada rotina urbana e viver experiências únicas, em meio a uma inesquecível imersão espiritual, bem no coração da floresta acreana. Na comunidade indígena do “povo da queixada”, a força da natureza conduz o tempo e estabelece uma grande ligação com o universo.

Chegar até a aldeia é, literalmente, uma longa jornada, que se inicia na Vila São Vicente, às margens da BR-364, distante 86 quilômetros de Tarauacá, o quarto maior município do Acre. Dali em diante, a bordo de pequenas embarcações, são, em média, oito horas de viagem.

A subida do Gregório, por si só, é um precioso atrativo. Em um cenário que contrasta com o verde intenso da floresta e as típicas águas barrentas dos jovens rios acreanos ainda em formação, é possível observar o cotidiano estabelecido pela vida ribeirinha.

Cotidiano dos ribeirinhos da Amazônia. Foto: Diego Gurgel/Secom

A cada curva, é possível acompanhar o vai e vem dos barcos, mulheres ocupadas com seus afazeres domésticos, homens garantindo o sustento pela pesca, utilizando até mesmo a curiosa técnica de pegar o peixe com as próprias mãos, e as crianças aproveitando o melhor da infância, ao se divertirem tomando banho de rio.

Árvores de grande, médio e pequeno portes fazem parte de todo o trajeto. Destaque para a frondosa Samaúma, a rainha da floresta. A fauna também se faz presente. Com o barulho do motor e aproximação dos barcos, as mais diversas aves espalhadas pelas praias ao longo do rio levantam voo e chamam atenção.

Crianças indígenas se divertem no Rio Gregório. Foto: Diego Gurgel/Secom

Com a redução das chuvas, o nível do Rio Gregório está muito baixo. Por conta disso, os conhecidos balseiros, que são os galhos e troncos das árvores arrastados pela forte correnteza da água durante o período da cheia, ficam expostos. Esses grandes volumes presentes no leito do manancial dificultam a navegação, que precisa de cuidado redobrado nos pontos mais críticos.

Um verdadeiro espetáculo no céu da Aldeia Sagrada. Milhares de estrelas podem ser vistas a olho nu. Foto: Diego Gurgel/Secom

A última friagem que chegou ao Acre proporcionou um verdadeiro espetáculo no céu. Além de derrubar a temperatura, a intensa massa de ar polar impediu a formação de nuvens e possibilitou a visualização de milhares de estrelas a olho nu. A partir do shuhu, templo onde são realizadas as cerimônias dos yawanawás, a combinação entre a estrutura e as constelações é uma dos mais belas para se admirar a grandiosidade do cosmos.

Vivência na Aldeia Sagrada

Criada em 1984, a Terra Indígena do Rio Gregório foi o primeiro território constituído pelas populações tradicionais a ser demarcado no Acre. Atualmente, cerca de mil índios yawanawás, a maioria crianças e jovens adultos, habitam as sete comunidades da região.

Indígena pintado com um kenê (desenho geométrico sagrado). Foto: Diego Gurgel/Secom

A Aldeia Sagrada possui um simbolismo muito especial para o Povo Yawanawá. Além de ter sido o primeiro local de contato com o homem branco, ali foram sepultadas as principais lideranças da comunidade indígena. Há poucos anos, foi aberta para o etnoturismo e o xamanismo.

“A Aldeia Sagrada é um santuário sagrado onde viveram os nossos ancestrais e o lugar onde as principais lideranças e pajés estão enterrados. Hoje, essa aldeia é dedicada exclusivamente à nossa espiritualidade, onde o meu povo e os nossos visitantes têm a possibilidade de uma imersão profunda no universo yawanawá”, explicou o cacique Biraci Brasil.

Canções dos yawanawás fazem parte da vivência. Foto: Diego Gurgel/Secom

Atraídos pelo interesse de viver uma experiência excepcional na Amazônia, a maior e mais preservada floresta tropical do planeta, aproximadamente 700 turistas do Brasil e de outros países visitam as aldeias Sagrada e Nova Esperança anualmente.

De acordo com Biraci Brasil, a Aldeia Sagrada funciona como um centro de cura espiritual e está aberta para o mundo. Terra de grande biodiversidade, as plantas medicinais encontradas naturalmente no entorno da comunidade são utilizadas no preparo do banho de ervas. Segundo a crença indígena, a prática tem poder de curar doenças e purificar a alma. Já as canções e danças dos yawanawás marcam momentos de confraternização entre os indígenas e os seus visitantes. Seja em uma grande roda ou em duplas, a animação pela celebração da vida é a mesma.

Turistas e indígenas se confraternizam na Aldeia Sagrada. Foto: Diego Gurgel/Secom

Um dos momentos mais aguardados é a cerimônia do Uni. Também conhecido genericamente como Ayahuasca, e no contexto urbano como Daime, o chá feito a partir da cocção do cipó mariri (Banisteriopsis caapi) com as folhas da chacrona (Psychotria viridis) é de uso ancestral de muitos povos indígenas amazônicos e andinos e é considerado sagrado. Seu efeito psicoativo altera o estado de consciência humano e provoca um misto de sensações, conhecidas como “miração” e sua força pode durar várias horas seguidas.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, o turismo nas aldeias yawanawás está sendo retomado com responsabilidade e seguindo os protocolos de segurança sanitária. No Instagram, os perfis @yawanawaretreats e @retiro.yawanawa oferecem informações e pacotes aos interessados em conhecer a cultura a rica indígena acreana.

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CULTURA

Rio Branco ganha loja virtual de discos de vinil; tem do Roberto Carlos ao Vando

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O farmacêutico bioquímico Thiago Lucena de Paula Afonso tinha tantos discos de vinil, sua grande paixão, que resolveu abrir uma loja para compartilhar com outros apaixonados e, claro, vender exemplares. Administrador de um laboratório da família, Thiago se apresenta como um fissurado por música. Sempre colecionou mídia física, diz ele. Mas até abrir a loja virtual, cujo endereço nas redes sociais vamos deixar no final da matéria, teve uma longa caminhada.

Há dez anos, Thiago Lucena ganhou um lote de discos de vinil de um tio. Empolgado com o presente, comprou um toca discos, imediatamente. Foi paixão à primeira vista aquele negócio. “Nunca mais parei. Brinco com meus amigos dizendo que adoro quando um álbum só se encontra em LP”, conta, bem-humorado. E se não encontrar a música em nenhum aplicativo de streaming, nem youtube, ele acha melhor ainda, porque só restará a velha bolacha preta, como nos diskjoqueis chamavam o vinil.

Parte da atual geração ainda comprou discos na Discardoso e algumas poucas outras lojas de discos que fizeram história em Rio Branco. Era uma época em que as plataformas digitais eram impensadas. Só existiam os toca discos. Isso estabelecia que o único meio de acessar a boa música era indo pessoalmente à discolândia. Algumas mais avançadas já dispunham, nos anos 1980, por exemplo, de fones de ouvido para o cliente testar seu disco discretamente. Aquilo era um luxo, chique demais. O tempo passou e o mundo aderiu à era virtual. Mas isso não significa dizer que não viu o disco antigo não verá mais. O Thiago pensou nisso. Para facilitar o acesso aos vinis, ele pensou em uma loja virtual, a qual vive quase sempre “lotada”. Uma das portas de entrada dessa loja é o Instagram Bosque Discos. Entre e fique à vontade. Tem para todos os gostos. Se por acaso não tiver na hora, ele faz por encomenda. O importante é o apaixonado sair satisfeito, segundo o Thiago.

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CULTURA

Cartunista acreano se reinventa na pandemia e hoje vende desenhos para o Brasil e o mundo pela internet

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O cartunista acreano Daniel Cabral, um dos melhores do Brasil na atualidade, conseguiu um feito nos últimos 12 meses, período mais cruel da pandemia do coronavírus: se reinventar. Depois de conhecer vários países por meio de suas obras de arte, Daniel teve que ficar em casa, enquanto a doença se alastrava pelo mundo. Foi aí que veio a brilhante ideia de negociar seus trabalhos pela internet. Hoje, além do Brasil, Cabral vende suas artes até para O Japão.

Daniel Cabral é um artista consolidado. Com seu traço inconfundível, garantiu seu espaço entre tantos artistas do Acre. Com muita ousadia, o garoto da periferia de Rio Branco ganhou o mundo. Antes da pandemia já tinha conhecido parte da América do Sul. Além de excelente cartunista, Cabral é também grafiteiro. É um artífice completo.

Para seu trabalho chegar em outras regiões do Brasil e até fora do Brasil, Daniel Cabral recorreu à internet. Ainda tentou enviar trabalhos pelo Sedex, mas o preço alto obrigou ele a buscar alternativa. Atualmente ele usa um programa por meio do qual o cliente recebe por scaner e manda imprimir. O Acrenews publica, com autorização, pessoas que viraram seus clientes no Japão, inclusive acreanos que moram lá, entre os quais a Samila e o Marcelo Ikeura.

Os trabalhos do nosso artista podem ser acessados por meio dos seguintes endereços:  Facebook, Instagram e telefone 99601 5628.

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