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Desastres naturais mataram 17 pessoas no Acre em 13 anos, aponta estudo da CNM

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que 17 pessoas morreram no Acre em decorrência de desastres registrados entre 2013 e 2025, período marcado por enchentes históricas, estiagens severas e eventos climáticos extremos que atingiram milhões de acreanos .
Os dados fazem parte do estudo técnico Panorama dos Desastres no Brasil – 2013 a 2025, que mostra ainda que o estado contabilizou 46.635 desabrigados, 161.891 desalojados e 4.493.677 pessoas afetadas ao longo dos últimos 13 anos.
Embora o número de mortes no Acre esteja abaixo dos estados que lideram o ranking nacional — como Minas Gerais, com 644 óbitos; Rio Grande do Sul, com 566; São Paulo, com 430; e Rio de Janeiro, com 414 — o levantamento reforça a vulnerabilidade da região amazônica diante da intensificação de fenômenos extremos.
No cenário nacional, os desastres provocaram 3.221 mortes entre 2013 e 2025, sendo 2022 o ano mais letal, com 607 vítimas fatais, seguido de 2013, com 414 mortes, e 2019, com 368. A região Sudeste concentrou quase metade dos registros fatais do país, impulsionada por tragédias como os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho, além das chuvas extremas em Petrópolis.
No Acre, os impactos estão ligados principalmente às grandes cheias dos rios e aos períodos prolongados de seca, que comprometem a infraestrutura, deslocam famílias e afetam comunidades isoladas.
Além das perdas humanas, o estado acumula R$ 3,7 bilhões em prejuízos econômicos causados por desastres no período, reflexo dos danos à habitação, infraestrutura pública e atividades privadas.








