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Acém sobe 22,7%, fígado dispara e picanha passa de R$ 71 em Rio Branco
A inflação da carne voltou a pesar no bolso do consumidor em Rio Branco. Levantamento divulgado pelo PET Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), com dados coletados entre os dias 8 e 15 de abril de 2026, aponta aumentos expressivos em cortes populares vendidos em açougues e supermercados da capital acreana — alguns com alta superior a 20% em apenas um mês.
O destaque do período foi o acém, que registrou aumento de 22,77%, consolidando-se como o corte com maior disparada de preços. O fígado também apresentou forte elevação, acima de 20%, enquanto cortes tradicionalmente mais caros, como picanha e filé, seguem pressionando o orçamento das famílias.
Nos supermercados, a picanha alcançou preço médio de R$ 71,38 o quilo, valor 9,8% superior ao encontrado nos açougues, onde o corte custava em média R$ 65. O filé também apresentou diferença significativa: R$ 71,32 nos supermercados contra R$ 66,42 nos açougues.
O levantamento mostra ainda que cortes considerados mais acessíveis também ficaram mais caros. O coxão mole chegou a R$ 42,34 nos supermercados, frente aos R$ 38,15 nos açougues. Já a fraldinha foi comercializada por R$ 41,22 nos supermercados, quase R$ 5 acima do valor médio encontrado em açougues.
Apesar da alta generalizada, alguns cortes registraram pequenas quedas no período analisado. A picanha teve recuo de 2,59% nos açougues em relação ao mês anterior, enquanto o filé caiu 1,71% e a fraldinha recuou 1,21%.
Por outro lado, a maior parte dos produtos pesquisados apresentou aumento. Além do acém (+22,77%), houve alta no contra filé (+5,89%), agulha (+5,62%), ovos (+5,24%), músculo (+3,74%), patinho (+3,40%) e pá sem osso (+3,07%).
O estudo também evidencia que comprar em açougues continua sendo, na maioria dos casos, mais vantajoso do que nos supermercados. Em todos os cortes destacados pelo levantamento, os preços médios dos supermercados ficaram acima dos praticados nos açougues.
A pesquisa reforça uma tendência percebida pelos consumidores acreanos nos últimos meses: mesmo com oscilações pontuais, o preço da proteína bovina continua em trajetória elevada, pressionando o custo da alimentação e exigindo mais pesquisa antes das compras.










