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El Niño: chance de fenômeno severo ultrapassa 90% e efeitos climáticos podem durar até 2027

Monitoramentos de órgãos oficiais indicam que o aquecimento severo do Oceano Pacífico deve intensificar o período seco e atrasar o retorno das chuvas na Região Norte.
O fenômeno climático El Niño continua em processo de rápido fortalecimento e apresenta mais de 90% de probabilidade de atingir a categoria de intensidade “muito forte” entre a primavera e o início do verão. Além do rigor térmico, monitoramentos oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam que os efeitos do fenômeno devem se estender ao menos até o primeiro semestre de 2027.
Análises recentes da temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial mostram um aquecimento atípico e severo. A NOAA estima em 75% a chance de o atual evento superar os picos históricos registrados desde 1950, aproximando-se ou ultrapassando os índices do Super El Niño de 2015/2016.
Impactos na Amazônia e no Acre
Para a Região Norte, especialmente a Bacia Amazônica, o boletim de monitoramento aponta um cenário oposto ao do Sul do país (onde há previsão de chuvas volumosas):
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Redução de precipitações: Tendência de precipitações bem abaixo da média climatológica para o período.
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Atraso na estação chuvosa: O início das chuvas regulares na Amazônia Legal (o chamado “inverno amazônico”) pode sofrer forte atraso.
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Calor intenso e seca: Elevação das temperaturas médias e prolongamento da estiagem, exigindo atenção redobrada para os níveis dos rios e o risco de queimadas.
A transição para condições de neutralidade climática só é projetada como mais provável a partir do trimestre de abril a junho de 2027, quando a probabilidade atinge 55%. Até lá, os meteorologistas reforçam a necessidade de planejamento prévio por parte dos órgãos de gestão ambiental, hídrica e de defesa civil em todo o estado do Acre.










