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Encontrado após 74 anos no oceano: os detalhes por trás da localização do avião da Pan Am

Fonte: G1 / Mundo
Investigadores de um voo que desapareceu perto de Porto Rico em 1952 anunciaram que encontraram a aeronave no oceano. O incidente impulsionou mudanças significativas nas normas de segurança da aviação comercial.
A descoberta dos destroços do Clipper Endeavor, o avião da Pan American World Airways (Pan Am), foi anunciada. O acidente, ocorrido após a aeronave decolar de Porto Rico com destino a Nova York levando 69 pessoas, matou 52 pessoas.
“Estamos todos surpresos e entusiasmados com essa descoberta, mas também nos sentimos humildes ao lembrar o que aconteceu naquele lugar há tanto tempo”, disse Russ Matthews, presidente da Air/Sea Heritage Foundation.
O acidente e a tragédia em 1952
O modelo Douglas DC-4 perdeu potência nos motores logo após decolar de San Juan, em Porto Rico, e realizou um pouso forçado de emergência no mar.
Os 17 sobreviventes (12 passageiros e 5 tripulantes) relataram que todos a bordo sobreviveram ao impacto inicial na água. Contudo, o drama teve início no momento da evacuação: muitos passageiros não conseguiam encontrar os coletes salva-vidas no escuro e a tripulação enfrentou severas dificuldades para retirar e inflar os botes. Em poucos minutos, a aeronave afundou e se partiu.
O episódio serviu de marco histórico para a aviação comercial global, impulsionando obrigatoriedades como:
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Demonstrar obrigatoriamente os procedimentos de emergência antes da decolagem.
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Armazenar coletes salva-vidas em locais de fácil acesso a todos os assentos.
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Melhorias nos equipamentos de flutuação e saídas de emergência.
Por que demorou 74 anos para ser encontrado?
A busca e a localização do Clipper Endeavor levaram mais de sete décadas por conta de fatores tecnológicos e geográficos:
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Investigação histórica detalhada: A busca mais recente começou em 2019, sob o comando do pesquisador Russ Matthews. Ele cruzou arquivos oficiais antigos, relatórios meteorológicos de 1952 e um mapa desenhado à mão por pilotos da Força Aérea dos EUA que participaram dos resgates na época.
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Uso de alta tecnologia subaquática: As buscas avançadas foram realizadas em parceria com a empresa Deep Sea Vision. Um drone submarino autônomo equipado com sonar de alta resolução mapeou uma área de 10 milhas náuticas quadradas no fundo do Oceano Atlântico.
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Profundidade e localização remota: A carcaça da aeronave estava repousando a cerca de 610 metros (quase 2.000 pés) de profundidade na costa de Porto Rico. O drone detectou a silhueta do avião na primeira passagem, mas os pesquisadores só confirmaram ao analisar as gravações quando o equipamento retornou à superfície.
O momento da descoberta foi registrado pelas câmeras do programa “Expedition Unknown”, do Discovery Channel. Pesquisadores destacaram que a tecnologia usada no resgate do Pan Am renova as esperanças para a localização de outros aviões perdidos no mar, como o voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu em 2014.











