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Energia renovável: Acre aparece em 3º lugar no país em interesse pelo tema e reforça potencial da economia verde

O Acre ocupa a terceira posição entre os estados brasileiros com maior interesse por energias renováveis nas buscas pela internet. O levantamento da Descarbonize Soluções, baseado nas pesquisas realizadas no Google entre abril de 2025 e março de 2026, coloca o estado atrás apenas do Rio Grande do Norte e do Ceará e à frente de Piauí, Paraíba, Rio Grande do Sul, Bahia, Espírito Santo, Santa Catarina e Roraima. O ranking leva em consideração o volume de pesquisas proporcional ao número de habitantes, o que evidencia o elevado interesse dos acreanos pelo tema.
O resultado chama atenção porque o Acre possui uma população de pouco mais de 900 mil habitantes, muito inferior à de estados como Bahia, Rio Grande do Sul e Ceará. Ainda assim, proporcionalmente, os acreanos pesquisam mais sobre energias renováveis do que moradores de grandes centros econômicos do país.
O levantamento revela que o interesse acompanha uma transformação em curso na matriz energética brasileira. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 48% de toda a matriz energética nacional já é formada por fontes renováveis, percentual mais de três vezes superior à média mundial, atualmente estimada em 14%.
O avanço também aparece na expansão da infraestrutura energética. Nos últimos dez anos, o Brasil acrescentou 95,5 gigawatts (GW) de potência instalada ao sistema elétrico nacional, sendo 97% desse crescimento proveniente de fontes renováveis, como energia solar, eólica, hidrelétrica e biomassa.
Para um estado como o Acre, cuja economia está fortemente ligada à floresta, aos serviços ambientais e à bioeconomia, o interesse crescente pelo tema dialoga com uma agenda que vem ganhando espaço nas políticas públicas e no setor privado. Nos últimos anos, o estado passou a ampliar os debates sobre mercado de carbono, bioeconomia, agricultura de baixo carbono, créditos ambientais e produção sustentável, temas diretamente relacionados à transição energética.
O ranking também mostra uma concentração das buscas nas regiões Norte e Nordeste. Dos dez estados mais interessados no assunto, cinco pertencem ao Nordeste — Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Paraíba e Bahia — e dois à Amazônia: Acre e Roraima. A distribuição sugere que regiões com forte potencial para geração de energia solar, eólica e de biomassa lideram o interesse pela temática.
Apesar do avanço da informação, o estudo identificou que ainda há muitas dúvidas entre os brasileiros. Somente nos últimos 12 meses, quase meio milhão de pesquisas utilizaram a expressão “é renovável?”, indicando que parte da população ainda busca compreender quais fontes podem ou não ser consideradas sustentáveis.
A principal confusão envolve a energia nuclear. Embora não emita gases de efeito estufa durante a geração de eletricidade e seja considerada uma fonte de energia limpa, ela não é renovável porque depende do urânio, um recurso mineral finito. O mesmo ocorre com o gás natural, o petróleo e o carvão mineral, que também são classificados como fontes não renováveis.
Já entre as fontes renováveis estão a energia solar, produzida por painéis fotovoltaicos; a energia eólica, gerada pelos ventos; a hidrelétrica, obtida pela força dos rios; a biomassa, derivada de resíduos orgânicos; e a geotérmica, produzida pelo calor do interior da Terra.
Segundo Patrick von Schaaffhausen, CEO da Descarbonize Soluções, o crescimento das buscas demonstra que a sociedade acompanha a transformação do setor energético.
“O comportamento de busca revela não só curiosidade, mas também um momento de transição. À medida que o tema ganha espaço no dia a dia, cresce também a necessidade de simplificar o acesso à informação e aproximar a população desse debate”, afirma.
Para o Acre, a terceira colocação no ranking representa mais do que um dado estatístico. Ela sinaliza que o estado acompanha uma tendência mundial de valorização das energias renováveis e reforça seu posicionamento em uma agenda cada vez mais estratégica para o desenvolvimento sustentável, a economia circular, a redução das emissões de carbono e a conservação da Amazônia.
*Tags: Agenda 2030, economia circular, gerenciamento de resíduos, meio ambiente, sustentabilidade.*












